Copa América de Futsal: Brasil vence a Argentina e leva 12ª taça
Seleção Brasileira supera rival em clássico tenso, recupera a coroa continental e amplia sua hegemonia histórica na competição.
- Publicado: 03/02/2026
- Alterado: 01/02/2026
- Autor: Redação
- Fonte: Pocah
A Copa América de Futsal confirmou a supremacia brasileira no continente com a conquista do 12º título da história da Seleção. Em um clássico eletrizante e decidido nos detalhes, o Brasil superou a Argentina e voltou ao topo do pódio, encerrando um ciclo de domínio rival nas últimas edições. A partida foi marcada por atuações de gala do goleiro Matheus e pela eficiência tática da equipe comandada por Marquinhos Xavier.
A hegemonia verde e amarela foi restabelecida após uma campanha de superação, culminando em uma final que reeditou a rivalidade sul-americana pela nona vez. O título consolida o trabalho de renovação e preparação para o próximo ciclo mundial.
Trajetória na Copa América de Futsal
O caminho até a glória não foi linear. A estreia do time na Copa América de Futsal acendeu um sinal de alerta após um empate em 2 a 2 contra a Colômbia, marcado por vacilos defensivos. No entanto, a recuperação foi imediata e contundente.
Na segunda rodada, a equipe aplicou uma goleada de 6 a 0 sobre a Bolívia, com gols distribuídos entre Cleber, Rocha, Dyego (duas vezes), Felipe Valério e Pito. Mesmo com dificuldades para furar a retranca do Chile no jogo seguinte, o Brasil garantiu a vitória no segundo tempo. A liderança do Grupo B veio apenas na última rodada, ao vencer a Venezuela por 2 a 1, alcançando 10 pontos e ultrapassando os venezuelanos na tabela.
Na fase de mata-mata, a Seleção mostrou consistência:
- Semifinal: Vitória sólida sobre o Peru por 4 a 2.
- Final: Classificação para enfrentar a Argentina, atual campeã, que havia eliminado a Venezuela.
O Clássico decisivo e o 12º Título da Copa América de Futsal
A decisão da Copa América de Futsal começou com tensão máxima e marcação alta de ambos os lados. A primeira etapa foi um teste para os nervos, com as duas equipes estourando o limite de cinco faltas. O goleiro Matheus foi o grande nome do período, protagonizando defesas espetaculares, incluindo um chute à queima-roupa de Del Rey e uma intervenção com a mão esquerda em finalização de Rosa.
O placar foi aberto graças ao talento individual e oportunismo. Rocha trabalhou a bola e encontrou João Victor livre. O brasileiro chutou de primeira, a bola desviou no goleiro argentino e morreu no fundo das redes, decretando o 1 a 0 antes do intervalo.

Drama e consagração no segundo tempo
Na etapa final, a Argentina voltou decidida a dominar a posse de bola, forçando o Brasil a jogar no erro do adversário. Foi assim que o capitão Dyego ampliou a vantagem. Em uma arrancada individual de uma ponta a outra, ele arriscou o chute; a bola desviou na marcação e enganou o goleiro rival.
A resposta argentina veio com a utilização do goleiro-linha. A pressão surtiu efeito aos três minutos, quando uma jogada trabalhada com cinco jogadores de linha resultou no gol de desconto da Argentina, incendiando o jogo.
Os minutos finais foram de resistência heroica. A Argentina bombardeou a meta brasileira, mas parou na muralha chamada Matheus, que garantiu o resultado com intervenções cirúrgicas nos chutes de Arrieta. Ao zerar o cronômetro, a festa foi brasileira: o país celebrava ser campeão da Copa América de Futsal pela 12ª vez.