Copa Africana: Senegal é campeão em jogo cheio de confusões
Senegal vence Marrocos em noite caótica com pênalti perdido por Diaz, time saindo de campo e gol decisivo de Pape Gueye.
- Publicado: 29/01/2026
- Alterado: 18/01/2026
- Autor: Redação
- Fonte: FERVER
A decisão da copa africana de 2025 entrará para os livros de história como uma das mais tumultuadas de todos os tempos. O duelo em Rabat, que opôs os donos da casa, Marrocos, à resiliente seleção de Senegal, transcendeu o futebol e flertou com o caos absoluto, culminando na vitória senegalesa após mais de 24 minutos de acréscimos, protestos e uma defesa de pênalti lendária.
Desde o apito inicial, o clima no estádio era hostil. A torcida marroquina vaiava cada posse de bola dos “Leões de Teranga”, criando uma atmosfera ensurdecedora. Apesar da pressão das arquibancadas e do ímpeto ofensivo do Marrocos, comandado por jogadas de Hakimi e Brahim Diaz, o placar permaneceu zerado durante os 90 minutos regulamentares, graças às intervenções cirúrgicas de Yassine Bounou e Edouard Mendy.
O caos que marcou a final da Copa Africana
O drama real começou nos acréscimos, transformando esta edição da copa africana em um thriller psicológico. Aos 90+8 minutos, o árbitro assinalou um pênalti polêmico para o Marrocos após revisão do VAR, identificando uma falta em Diaz dentro da área. A decisão revoltou a delegação de Senegal.
Em uma cena jamais vista em uma final desta magnitude, a comissão técnica senegalesa ordenou que seus jogadores abandonassem o gramado aos 90+10’. O jogo ficou paralisado enquanto oficiais da CAF tentavam negociar o retorno dos atletas, em um momento de tensão máxima que ameaçava o encerramento prematuro da partida.
Após longos minutos de paralisação e negociações na linha lateral, Senegal retornou ao campo para enfrentar o destino. Foi então que o improvável aconteceu. Aos 90+24 minutos, Brahim Diaz assumiu a responsabilidade da cobrança. O astro marroquino tentou uma “cavadinha”, mas o goleiro Edouard Mendy não caiu no truque e defendeu com facilidade, silenciando Rabat.
O momento psicológico virou. Aproveitando o abalo emocional dos donos da casa, Senegal lançou um contra-ataque letal. Pape Gueye recebeu a bola, avançou e disparou um chute de esquerda indefensável no ângulo, selando o título e encerrando a narrativa dramática desta copa africana.