COP30 finaliza com metas de 122 países e nova sede definida
Evento em Belém consolida avanços climáticos e mantém Brasil na liderança estratégica por 11 meses.
- Publicado: 29/01/2026
- Alterado: 23/11/2025
- Autor: Redação
- Fonte: Secult PMSCS
A realização da COP30 em Belém foi concluída com marcos importantes para a governança climática mundial. O encerramento da conferência destacou uma ampliação relevante na quantidade de Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs) submetidas pelas nações que integram o Acordo de Paris.
Segundo Ana Toni, CEO do evento, a cúpula começou com 94 NDCs e alcançou o total de 122 compromissos firmados, o que demonstra uma mobilização internacional crescente para limitar o aquecimento global a 1,5°C. Esse aumento numérico reflete um esforço coletivo vital para a preservação ambiental.
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Brasil lidera transição e definição da próxima sede
Durante o encerramento, foi oficializado que a próxima rodada de negociações climáticas acontecerá na Turquia, sob coordenação da Austrália. Contudo, o trabalho brasileiro não termina aqui. O país manterá a presidência da COP30 por mais 11 meses, período no qual focará em um plano estratégico para acelerar a transição dos combustíveis fósseis e fortalecer políticas de desmatamento zero.
André Corrêa do Lago, presidente da conferência, reforçou a responsabilidade do Brasil nesta etapa de transição energética:
“Desenvolveremos um trabalho de qualidade técnica para nos afastar dos combustíveis fósseis. Iniciaremos convidando as principais entidades energéticas do mundo e organizando essas informações, visando entregar um documento robusto e equilibrado em 11 meses”.
Consenso global e Agenda de Ação
Os resultados da COP30 incluem a aprovação de 29 textos consensuais entre 129 países. Tais documentos tratam de pilares fundamentais como mitigação, financiamento e adaptação climática. Na Agenda de Ação, houve um progresso notável com o registro de 120 planos de aceleração para reduzir emissões e aumentar a resiliência climática setorial.
A Agenda de Adaptação foi citada por Ana Toni como um dos grandes triunfos do evento, pois os novos indicadores globais permitirão que as nações mensurem vulnerabilidades e impactos com uma ferramenta unificada. Espera-se que as futuras conferências tragam metas ainda mais claras e monitoramento rigoroso.
Desafios políticos e urgência climática
Apesar dos avanços, a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, ponderou que a ambição global poderia ter sido superior, dada a urgência da crise. Ela alertou sobre as barreiras políticas e financeiras que ainda travam a velocidade necessária para a transformação ecológica.
Mesmo com momentos de tensão, como a suspensão temporária da plenária por questionamentos de países latino-americanos, a COP30 superou impasses e garantiu progressos em temas estruturantes para o combate às mudanças climáticas.