COP29 Segue Sem Consenso e Acordo Pode Ficar Para 2025 em Belém
Com Divergências Entre Nações Ricas e em Desenvolvimento
- Publicado: 20/01/2026
- Alterado: 20/11/2024
- Autor: Redação
- Fonte: MIS Experience
A COP29, realizada em Baku, Azerbaijão, aproxima-se do seu desfecho sem um consenso claro sobre o novo objetivo coletivo quantificado (NCQG) de financiamento climático. Com cerca de 200 países participantes, a principal divergência reside entre as nações desenvolvidas e em desenvolvimento. O G77+China, bloco que inclui o Brasil, propôs um financiamento anual de US$ 1,3 trilhão, enquanto a União Europeia discute cifras significativamente menores, entre US$ 200 bilhões e US$ 300 bilhões anuais. Este montante pouco difere da meta atual de US$ 100 bilhões anuais.
Durante as negociações, houve críticas contundentes à proposta europeia. Diego Pacheco, da Bolívia, ironizou a sugestão de US$ 200 bilhões como uma “piada”. Paralelamente, Ali Mohamed, do Quênia, expressou ceticismo quanto à origem dessa cifra.
A discussão sobre quem deve financiar essa transição também persiste. Os países em desenvolvimento insistem que as nações ricas devem arcar com os custos devido ao histórico de emissões de gases-estufa. No entanto, há uma pressão crescente para que grandes economias emergentes, como a China e a Arábia Saudita, também contribuam.
Apesar das tensões, a delegação brasileira participa ativamente das negociações para tentar chegar a um acordo. A ampliação da base de doadores compulsórios parece improvável; entretanto, há abertura para contribuições voluntárias dos países em desenvolvimento.
Com a COP29 chegando ao fim e sem um acordo à vista, a questão do financiamento climático pode ser adiada para a COP30 em Belém, 2025. O próximo texto sobre o NCQG será divulgado em breve e será crucial para determinar qualquer progresso nas discussões. As esperanças estão voltadas para um entendimento que reconheça adequadamente o papel da natureza na mitigação das mudanças climáticas.