Contas públicas têm superávit de R$ 36,5 bilhões em outubro
Resultado é positivo, mas inferior a 2024. Déficit acumulado no ano soma R$ 63,7 bilhões.
- Publicado: 15/01/2026
- Alterado: 26/11/2025
- Autor: Redação
- Fonte: Fever
O Tesouro Nacional divulgou nesta quarta-feira (26) os dados mais recentes sobre o desempenho fiscal do país. As contas públicas do governo central registraram um superávit primário de R$ 36,5 bilhões em outubro de 2025. Embora o saldo seja positivo, ele representa uma retração quando comparado ao mesmo período do ano anterior, que obteve um resultado de R$ 43 bilhões.
Segundo o levantamento, este é o menor resultado para o mês desde 2023, ano em que as contas públicas apresentaram um superávit de R$ 20 bilhões (em valores corrigidos pela inflação). O governo central engloba o Tesouro Nacional, o Banco Central e a Previdência Social.
Apesar do resultado favorável no mês, o cenário anual ainda apresenta desafios. No acumulado de 2025, o governo registra um déficit total de R$ 63,7 bilhões. Contudo, estatisticamente, este número é avaliado como o melhor desempenho para o período desde 2022, quando houve um superávit real de R$ 70,8 bilhões.
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Aumento real nas despesas e receitas
A análise detalhada das contas públicas aponta um crescimento significativo nos gastos. As despesas totais tiveram um aumento real de 9,2% em outubro, na comparação anual. Os principais vetores desse crescimento foram:
- Benefícios previdenciários;
- Folha de pagamento;
- Sentenças judiciais;
- Despesas discricionárias (custeio e investimentos).
Pelo lado da arrecadação, o cenário também foi de alta, embora em ritmo menor que as despesas. A receita líquida cresceu 4,5% em termos reais. Esse incremento que beneficia as contas públicas foi impulsionado, sobretudo, pela arrecadação do Imposto de Renda, dividendos, participações e pelos efeitos do decreto relacionado ao IOF (Imposto sobre Operações Financeiras).

Meta fiscal e projeções atualizadas
A gestão das contas públicas segue a diretriz de alcançar a meta de déficit zero. A regra atual permite uma margem de tolerância, aceitando um resultado negativo de até R$ 31 bilhões.
No entanto, as projeções oficiais indicam um cenário mais complexo. Estima-se que o déficit real possa atingir R$ 75,7 bilhões. Esse cálculo considera despesas que estão fora das regras fiscais tradicionais, incluindo parcelas de sentenças judiciais, devoluções de descontos indevidos do INSS e projetos estratégicos do Ministério da Defesa, fatores que pressionam o equilíbrio final das contas públicas.