Conta de luz deve subir 8% em 2026 após alta forte em 2025
Após aumento de 7% este ano, encargos e CDE pressionam tarifas. Mercado livre ganha força como alternativa.
- Publicado: 15/01/2026
- Alterado: 22/10/2025
- Autor: Redação
- Fonte: Fever
O bolso do brasileiro sentiu o peso da alta de 7% na conta de luz em 2025, segundo dados da Aneel. O aumento foi impulsionado principalmente pelo avanço dos encargos setoriais e pelo orçamento da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE). Contudo, o cenário para 2026 não traz alívio: projeções indicam que a tarifa deve subir ainda mais.
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Projeções para 2026
Um estudo da TR Soluções aponta que o aumento médio na conta de luz residencial deve alcançar 8% no próximo ano. Este cálculo, que pondera 51 distribuidoras e não inclui impostos ou bandeiras tarifárias, prevê os maiores impactos regionais no Sul e Sudeste (ambos com 9,5%). Já o Centro-Oeste deve ter alta de 6,7%, o Norte 7,6% e o Nordeste 4,4%.
Entre os principais fatores para a alta está a CDE, responsável por financiar subsídios e políticas públicas. A recente Lei nº 15.235/2025, que expandiu o alcance da Tarifa Social, deve pressionar ainda mais este fundo, que já representa cerca de 12% do valor final da fatura.
Modelo tradicional está esgotado?

“O ano de 2025 escancarou a fragilidade do modelo tarifário tradicional, que continua repassando custos desnecessários ao consumidor. O brasileiro paga caro não apenas pela energia que consome, mas por uma série de encargos e subsídios que distorcem o preço real”, afirma Gustavo Ayala, CEO do Grupo Bolt, um dos principais grupos de energia renovável do País.
Essa distorção é visível em dados da Abraceel (Associação Brasileira dos Comercializadores de Energia). O estudo aponta que, entre 2010 e 2024, as tarifas do mercado regulado (onde a maioria dos consumidores está) subiram 177% – uma alta 45% acima da inflação (IPCA).
No mesmo período, o mercado livre de energia viu um aumento de apenas 44%, variação 64% abaixo da inflação. Segundo a Aneel, os encargos da CDE atingiram o recorde de R$ 49 bilhões em 2025, dos quais R$ 47 bilhões foram pagos pelos consumidores cativos, impactando diretamente a conta de luz desses clientes.
Mercado Livre como alternativa para empresas
Se a conta de luz pesa para as famílias, o impacto é ainda mais severo para empresas de médio e grande porte, que ficam mais expostas à volatilidade tarifária. Nesse contexto, o mercado livre de energia surge como uma saída estratégica. O modelo permite negociar contratos diretos com geradores, garantindo previsibilidade e descontos que podem chegar a 30% em relação ao mercado cativo tradicional.
“O mercado livre tem se consolidado como um dos principais caminhos para empresas que buscam não apenas reduzir custos, mas também ter maior previsibilidade e competitividade em seus negócios. Em momentos de tarifas elevadas, como agora, a migração representa uma oportunidade de blindagem contra oscilações frequentes do mercado cativo”, explica o especialista.
O Brasil avança na modernização do setor. Desde 2024, consumidores de média tensão já podem migrar, e discute-se a abertura total para consumidores residenciais a partir de 2026. O mercado livre e as energias renováveis se firmam como soluções para uma nova era de consumo, buscando uma conta de luz mais justa e previsível.