Consumo nos lares cresce e cesta básica recua em janeiro
O consumo nos lares brasileiros começou 2026 em alta, com crescimento de 1,73% em janeiro na comparação anual, segundo a Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS). O avanço ocorre em um cenário de mercado de trabalho aquecido, que encerrou 2025 com desemprego em 5,6%, e de renda média real de R$ 3.560, fatores que sustentam o […]
- Publicado: 17/11/2025
- Alterado: 26/02/2026
- Autor: Redação
- Fonte: Assessoria
O consumo nos lares brasileiros começou 2026 em alta, com crescimento de 1,73% em janeiro na comparação anual, segundo a Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS). O avanço ocorre em um cenário de mercado de trabalho aquecido, que encerrou 2025 com desemprego em 5,6%, e de renda média real de R$ 3.560, fatores que sustentam o poder de compra mesmo diante dos juros elevados.
Apesar da queda sazonal de 19,34% em relação a dezembro, tradicionalmente mais forte por causa das festas de fim de ano, o resultado indica resiliência do consumo em um período marcado por despesas típicas como impostos e material escolar.
Queda nos preços alivia orçamento das famílias

O principal fator de alívio para o consumidor foi a retração no valor da cesta de produtos de largo consumo. O indicador Abrasmercado, que monitora 35 itens essenciais, apontou que o custo médio nacional caiu para R$ 799,08 em janeiro. Os produtos básicos registraram deflação de 1,48% no mês, puxando o índice para baixo.
Entre os itens que mais contribuíram para a queda estão o leite longa vida, com recuo de 5,59% no mês e 16,46% em 12 meses, o óleo de soja, que caiu 3,32%, o arroz, com redução de 1,55% no mês e 27,30% no acumulado anual, e os ovos, que recuaram 4,48%.
A redução dos preços de alimentos essenciais tem impacto direto sobre as famílias de menor renda, que destinam maior parcela do orçamento à alimentação.
Transferências de renda fortalecem consumo
Programas de transferência de renda e mudanças fiscais também contribuíram para o resultado. Em janeiro, o Bolsa Família injetou R$ 13,1 bilhões na economia, beneficiando quase 19 milhões de famílias. A ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda para quem recebe até R$ 5 mil e o reajuste do salário mínimo aumentaram a liquidez no início do ano.
A partir de fevereiro, o pagamento de R$ 31,5 bilhões do PIS/PASEP deve reforçar as vendas no setor supermercadista, criando um ciclo de consumo mais forte ao longo do primeiro semestre.
Diferenças regionais persistem

Apesar da queda nacional, o custo da cesta ainda varia de forma significativa entre as regiões. O Nordeste apresenta os menores valores, com Recife registrando a cesta mais barata, a R$ 297,70, enquanto o Norte enfrenta os maiores preços devido aos custos logísticos, com Rio Branco atingindo R$ 413,71.
No Sudeste, a retração de 2,45% nos itens básicos em janeiro ajudou a equilibrar o índice nacional, especialmente em mercados como São Paulo e Rio de Janeiro, onde o volume de consumo é maior.
Com a inflação de alimentos em desaceleração e a massa salarial em nível recorde de R$ 361,7 bilhões, a expectativa para 2026 é de crescimento moderado do consumo, consolidando a recuperação do poder de compra das famílias e mantendo o setor supermercadista como um dos principais termômetros da economia brasileira.