Consumo das famílias aumenta com otimismo em São Paulo
A disposição para ir às compras ganha força na capital paulista graças ao mercado de trabalho resiliente e à queda da inflação em 2026.
- Publicado: 13/01/2026
- Alterado: 19/02/2026
- Autor: Redação
- Fonte: TUCA
O consumo das famílias apresenta uma recuperação contínua logo nos primeiros meses do ano. Mesmo com as despesas típicas do período e os juros elevados, o paulistano demonstra maior propensão para compras. Esse movimento reflete uma percepção financeira mais otimista e cautelosa.
A pesquisa da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) comprova essa tendência positiva. A Intenção de Consumo das Famílias (ICF) registrou um salto de 2,4% frente a dezembro. O indicador atingiu a marca de 115,4 pontos em janeiro.
Da mesma forma, o Índice de Confiança do Consumidor (ICC) acompanhou o crescimento e subiu 2,4%. O índice fechou o mês em 127,4 pontos. Esses resultados mostram uma recuperação estruturada no consumo das famílias paulistanas.
O que impulsiona o consumo das famílias paulistanas?
Essa melhora no ambiente de negócios decorre de fatores cruciais da economia local. O mercado de trabalho sustenta níveis de ocupação altos. A renda disponível garante uma menor percepção de risco imediato para os trabalhadores formais.
Os avanços pontuais no acesso ao crédito também facilitam a aquisição de bens essenciais. A inflação mais branda devolve poder de compra, influenciando diretamente o consumo das famílias em diversos setores varejistas.
Principais motores do otimismo atual:
- Resiliência no emprego: Manutenção do ritmo de ocupação das vagas.
- Renda estável: Menor desgaste do orçamento pelo custo de vida.
- Fator sazonal: Tradicionais liquidações de janeiro atraem compradores.
Diferenças de renda e o impacto no crédito

O cenário se divide claramente quando analisamos diferentes faixas de ganhos. Famílias que recebem até dez salários mínimos lideram essa retomada econômica. O indicador para este grupo saltou para 114,2 pontos, marcando uma alta interanual expressiva de 7,6%.
Essa classe depende fortemente do fluxo imediato de salários. Qualquer melhora no cenário de emprego reverbera rápido no consumo das famílias de menor tíquete. Bens essenciais lideram as listas de prioridades financeiras dessas casas.
Por outro lado, quem ganha acima de dez salários mínimos adota uma postura mais conservadora. O índice desse grupo recuou 4,2% em doze meses, parando em 118,7 pontos. A principal causa dessa cautela é a restrição gerada pelo crédito encarecido.
Expectativas para o consumo das famílias em ano eleitoral
O dinheiro caro continua freando as aquisições de alto valor agregado, como eletrodomésticos e veículos. O cenário macroeconômico exige atenção redobrada do consumidor de alta renda. O ambiente de disputas políticas costuma alterar a confiança do mercado financeiro.
“O cenário macroeconômico ainda é marcado por incertezas, especialmente em decorrência do ambiente eleitoral, que tende a elevar a percepção de risco fiscal.” (FecomercioSP)
Essas incertezas fiscais podem afetar a trajetória da taxa Selic nos próximos meses. Apesar disso, o Índice de Expectativas (IEC) avançou 1,8% no mês e alcançou 128,6 pontos. Isso sugere que a esperança de um ambiente econômico menos restritivo persiste no horizonte.
O varejo deve focar suas estratégias nos itens de primeira necessidade, que apresentam maior dinamismo comercial. Para as compras que dependem de financiamento, o mercado continua travado pelas condições de juros. Em suma, o consumo das famílias ditará o ritmo da economia baseando-se estritamente na estabilidade da empregabilidade e da renda.