Consórcio ABC debate impacto da reforma tributária em 7 cidades
Lideranças regionais avaliam transição para o IBS e estratégias da reforma tributária para garantir receitas municipais.
- Publicado: 29/01/2026
- Alterado: 13/02/2026
- Autor: Redação
- Fonte: FERVER
O Consórcio Intermunicipal Grande ABC deu um passo decisivo para blindar as finanças locais ao iniciar, nesta quinta-feira (12/2), uma rodada de discussões estratégicas sobre a reforma tributária. O encontro reuniu o secretariado da entidade, especialistas do setor contábil e representantes de Mauá, Ribeirão Pires e Santo André para analisar como o novo sistema de arrecadação afetará a autonomia e o fluxo de caixa das administrações municipais nos próximos anos.
Transição para o IBS e desafios na arrecadação
O foco central da pauta foi a substituição dos tributos atuais pelo Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), o principal componente da reforma tributária que incide sobre o consumo. Durante a reunião, o secretário-executivo do Consórcio ABC, Aroaldo Silva, detalhou a importância de compreender os critérios de partilha entre estados e municípios. A preocupação dos gestores reside, principalmente, nos mecanismos de compensação previstos na legislação para evitar perdas bruscas durante o período de adaptação.
Além de Aroaldo, participaram ativamente dos debates os diretores Luiz Zacarias (Planejamento), Joel Fonseca (Desenvolvimento Econômico) e Marcelo Golla (Jurídico). Eles receberam técnicos da Associação das Empresas de Serviços Contábeis do Grande ABC e de sindicatos da categoria para alinhar a visão técnica com a prática administrativa das prefeituras.
Articulação regional para segurança jurídica
A reforma tributária exige um esforço conjunto para que as cidades da região não fiquem isoladas nas decisões estruturais. “O diálogo regional é fundamental para alinhar estratégias e fortalecer a atuação conjunta dos municípios diante das mudanças previstas. Nosso objetivo é subsidiar decisões que garantam segurança jurídica e financeira às sete cidades”, afirmou Aroaldo Silva.
Os principais pontos debatidos incluíram:
- Redistribuição de receitas: Como o novo modelo afetará o retorno de impostos para o Grande ABC.
- Desafios operacionais: A adaptação dos sistemas de tecnologia e fiscalização das prefeituras.
- Compensações: O acompanhamento rigoroso dos fundos criados para equilibrar as receitas municipais.
Próximos passos e assessoria técnica
A intenção do Consórcio é que este seja o primeiro de uma série de encontros que envolverão gestores públicos e entidades representativas. A expertise dos contadores de Santo André, Mauá e Ribeirão Pires foi considerada essencial para traduzir a complexidade da reforma tributária em ações práticas que protejam o cidadão e os investimentos públicos.
A entidade planeja criar um fórum permanente para monitorar os desdobramentos em Brasília e garantir que o Grande ABC tenha voz ativa na regulamentação das leis complementares que regem a nova tributação. O acompanhamento contínuo da reforma tributária é visto como vital para a manutenção da saúde econômica do polo industrial e de serviços da região.