Conselho Monetário Nacional anuncia mudanças nas taxas de juros do Fundo do Clima
Conselho reduziu taxas para energia eólica e elevou para solar
- Publicado: 20/01/2026
- Alterado: 20/12/2024
- Autor: Redação
- Fonte: Farol Santander São Paulo
Na reunião que marcou o fechamento do ano, o Conselho Monetário Nacional (CMN) implementou alterações significativas nas taxas de juros de diversos financiamentos vinculados ao Fundo do Clima, que foi criado em 2009 e reativado no ano passado. A nova estrutura de juros reflete um movimento estratégico para impulsionar a geração de energia renovável no Brasil.
As taxas de financiamento para projetos de energia eólica sofreram uma redução, caindo de 8% para 6,5% ao ano. Além disso, o prazo para pagamento foi estendido de 16 para 24 anos, atendendo assim a uma demanda do setor por condições mais favoráveis que possibilitem a liberação de investimentos e a expansão da produção industrial em uma cadeia produtiva complexa e diversificada.
Em comunicado oficial, o Ministério da Fazenda ressaltou que “o ajuste visa adequar as condições de financiamento às características dos projetos no setor, que possuem um prazo de retorno mais longo”.
Por outro lado, as taxas para financiamentos voltados à energia solar aumentaram de 8% para 9,5% ao ano. De acordo com a Fazenda, essa decisão se baseou na avaliação de que “o setor mostrou necessitar de menos incentivo para manter a atratividade dos financiamentos”.
Além das mudanças citadas, os financiamentos destinados a iniciativas de desenvolvimento urbano sustentável, indústria verde, logística de transporte e serviços inovadores também terão suas taxas elevadas, passando de 6,15% para 6,50% ao ano.
O Ministério da Fazenda esclareceu que essas novas diretrizes não implicarão em despesas adicionais para o Tesouro Nacional. Isso se deve ao fato de que os financiamentos provenientes do Fundo Clima são reembolsáveis e o risco de inadimplência é totalmente assumido pelas instituições financeiras. Segundo a pasta, essa atualização visa alinhar as condições dos financiamentos do Fundo Clima às atuais circunstâncias macroeconômicas.
As modificações nas condições financeiras relacionadas aos financiamentos para transição energética têm como objetivo estimular investimentos que assegurem a diversificação e segurança da matriz energética brasileira, enquanto preservam a competitividade dos financiamentos e a sustentabilidade dos recursos do Fundo Clima.