Conselheiro dos EUA confirma repasse de informações secretas à Rússia

O general H.R McMaster, conselheiro de Segurança dos EUA, confirmou nessa que o país compartilhou informações confidenciais com a Rússia

Crédito: Shealah Craighead/Official White House

Em comunicado, ele disse que em nenhum momento foram discutidos fontes ou métodos de inteligência.

Não só a imprensa do país, como também a mídia mundial, repercutiram na tarde e noite dessa segunda-feira a informação difundida pelo jornal The Washington Post de que Trump forneceu informações classificadas pelo país como ultra-secretas ao chanceler Lavrov.

O jornal teve acesso ao conteúdo da conversa e aos dados compartilhados, por meio de fontes oficiais não identificadas.

Outros funcionários também conversaram com veículos como a CNN, confirmaram a informação e frisaram que os principais pontos do relatório do Washington Post sobre a divulgação das informações são verdadeiros.

Ainda não há maiores informações sobre o teor dos dados compartilhados, mas a imprensa local diz que alguns pontos repassados por Trump à Russia são protegidos por protocolos de segurança e têm acesso restrito.

Além da entrevista do conselheiro de Segurança, a Casa Branca enviou comunicados assinados por ele sobre o caso. Ele reiterou que além de não compartilhar métodos de inteligência, não “houve revelações sobre operações militares que não sejam de conhecimento público”. E completou: “Eu estava na sala [na reunião] e isso não aconteceu”.

O secretário de Estado, Rex Tillerson, também se pronunciou à noite e disse que Trump e Lavrov “discutiram ampla gama de questões”, incluindo esforços conjuntos para conter as ameaças do terrorismo.

Trump recebeu Lavrov um dia depois de demitir o diretor do FBI, James Comey. A demissão vem sendo amplamente criticada pela maneira como foi feita e pelos argumentos usados por Trump. Para o presidente, Comey interferiu nas investigações dos e-mails institucionais de Hillary Clinton, usados a partir de um servidor privado. Também eram feitas investigações sobre a suposta interferência da Rússia nas eleições norte-americanas, para prejudicar Hillary na campanha eleitoral, na qual foi derrotada por Trump.

Os críticos de Trump veem relação entre a demissão de Comey e uma tentativa de barrar investigações sobre a suposta interferência russa nas eleições.

Comey foi demitido um dia antes da chegada do ministro das Relações Exteriores ao país.

  • Publicado: 13/02/2026
  • Alterado: 13/02/2026
  • Autor: 15/08/2023
  • Fonte: Sorria!,