Conselheiro de Segurança Nacional de Trump pede demissão

_x000D_ Michael Flynn pediu demissão nesta segunda-feira (13), após ter dado declarações conflituosas acerca de seus contatos com autoridades russas

Crédito: Reprodução

A renúncia do conselheiro de Segurança Nacional do governo dos EUA é a primeira perda no primeiro escalão da gestão Donald Trump, que ainda não completou um mês.

Flynn disse inicialmente a assessores de Trump que não havia discutido sanções à Rússia com o embaixador do país no período de transição de governo.

O vice-presidente Mike Pence, aparentemente baseado em informações prestadas por Flynn, defendeu o conselheiro publicamente.

Mais tarde, no entanto, Flynn afirmou que o tema pode ter surgido nas conversas com o representante russo.

O Kremlin, no entanto, diz que o ocorrido “não é da nossa conta”.

Uma autoridade dos EUA disse à Associated Press que Flynn estava em contato frequente com o embaixador Sergey Kislyak no dia em que a administração Obama impôs sanções contra a Rússia depois de alegar que o serviço de informação da Rússia interferiu nas eleições americanas. O Kremlin confirmou o contato de Flynn com Kislyak, mas negou que eles falaram sobre retirar as sanções.

Konstantin Kosachev, presidente da Comissão de Assuntos Externos da Câmara do parlamento russo, disse em um post no Facebook que a renúncia de um Conselheiro de segurança nacional por causa de seus contatos com a Rússia é “não apenas paranoia, mas algo ainda pior”.

Kosachev também expressou frustração com o governo Trump. “Ou Trump não encontrou a independência necessária e ele foi deixado de canto ou a ‘russofobia’ permeou a administração nova de cima a baixo”.

A contraparte de Kosachev na câmara baixa do parlamento russo, Alexei Pushkov, escreveu em seu Twitter pouco depois do anúncio de que “não foi Flynn quem foi alvo, mas as relações com a Rússia”.

O porta-voz do presidente Vladimir Putin, Dmitry Peskov, se recusou a comentar a renúncia de Flynn, dizendo que “não é da nossa conta”. Moscou ainda espera que as relações com os EUA melhorem, e que ainda é “muito cedo para dizer”, pois “a equipe de Trump ainda não foi moldada”, disse o porta-voz.

O Kremlin disse mais cedo que não estava esperando um avanço antes dos dois presidentes se encontrarem pessoalmente. 

  • Publicado: 29/01/2026
  • Alterado: 29/01/2026
  • Autor: 16/08/2023
  • Fonte: FERVER