Consciências de Amor: Os Desafios da Mulher do Séc. XXI

Psicóloga aponta onde está a pressão sentida por mulheres ao entrar no mercado de trabalho e conciliar as tarefas de casa

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Pesquisas não faltam para mostrar que, definitivamente, as mulheres ganharam seu espaço no mercado de trabalho, fenômeno cada vez maior desde as últimas décadas do século XX. Não apenas em quantidade em relação aos homens, mas também diante de questões salariais e cargos executivos, elas chegaram ao mercado e estão mostrando que podem ir além, colocando-se cada vez mais em lugar de destaque em grandes companhias e empreendendo negócios.

Se, por um lado, houve um grande avanço na entrada das mulheres no mercado de trabalho, isto não significou que elas deixaram os afazeres de casa ou, pelo menos, a responsabilidade na liderança das tarefas que devem ser feitas cotidianamente. Desta maneira, acumulam a rotina de trabalho do século XXI sem atenuar o que faziam no século passado, freando possibilidades de maior conquista profissional e obtendo consequências negativas para a sua qualidade de vida.

Para a psicóloga Rosana Machado, especialista em Constelação Familiar Sistêmica, os dilemas da mulher de hoje podem ser explicados em níveis de consciência, que ela aponta como individual e de grupo. “Quando assume a vontade própria, a mulher vai ao encontro de suas necessidades e encara os seus desafios”, diz. “Porém, quando olha para a sociedade, para a sua mãe, sua avó, para o seu grupo, perde as referências e, de alguma forma, procura suprimi-las acumulando todas as atividades ou, então, acaba sentindo-se culpada em relação à família e aos filhos”, reforça.

A especialista comenta que não se trata apenas de uma questão cultural. A consciência do grupo é muito forte. Ela é fomentada nas ações, nos comentários, no dia a dia da mulher, de maneira velada. “A mulher pode até se sentir oprimida, acuada pela sociedade, mas o fato é que muitas vezes ela age e se dedica em favor de seu grupo, de sua família, por amor mesmo”, diz a psicóloga.

A CONSCIÊNCIA DO AMOR PLENO – Rosana Machado elenca uma terceira consciência, que complementa a individual e a do grupo, e que pode auxiliar essa nova realidade. Trata-se da consciência espiritual, a qual olha para o indivíduo, para o grupo e procura entender os movimentos da sociedade. “A mulher que acessa esse nível de consciência consegue uma presença maior para entender o que acontece ao seu redor e as pressões as quais se sente subjugada, aprisionada”, ressalta. “Desta forma, com compreensão e sabedoria, consegue ferramentas para agir em favor de si e de sua família, com maior plenitude e ainda mais amor”, diz.

  • Publicado: 29/01/2026
  • Alterado: 29/01/2026
  • Autor: 02/12/2013
  • Fonte: FERVER