Confusão marca desfile das escolas de Samba em São Paulo
Confusões e beleza marcam desfile no 2º dia das escolas do Grupo Especial de SP
- Publicado: 29/01/2026
- Alterado: 08/02/2016
- Autor: Redação
- Fonte: FERVER
Passista agredida e expulsa do desfile, integrante que caiu do carro e ficou gravemente ferido e até uma suposta agressão cometida pelo presidente de uma escola. Esse foi cenário da segunda noite de desfiles do Grupo Especial do carnaval de São Paulo no Sambódromo do Anhembi, na zona norte.
A X-9 Paulistana precisou tirar o segundo carro da avenida após a queda de um integrante, de uma altura de sete metros. Ele foi socorrido por uma ambulância. Além disso, a escola teve outros problemas com as alegorias no desfile – uma foi retirada após falha no eixo.
A Vai-Vai fez um desfile elegante, cheio de referências histórias, fantasias luxuosas e alegorias vibrantes. A escola também brincou com os sentidos do público e teve um carro alegórico que cruzou a avenida borrifando perfume. A bateria, que vestia as cores da bandeira da França, ousou ao fazer uma coreografia que misturava dança e corrida para entrar no recuo. “Estamos sendo homenageados pela melhor escola de São Paulo. É uma honra e um prazer”, disse o cônsul da França em São Paulo, Damien Loras.
Uma suposta agressão cometida pelo presidente da Vai-Vai, Darly Silva, o Neguitão, está sendo apurada, segundo a Liga Independente das Escolas de Samba de São Paulo. Se confirmada, a agremiação pode perder três pontos. A assessoria da escola informou que não tem um posicionamento sobre o caso.
MODELO EXPULSA DE DESFILE NO ANHEMBI APÓS TIRAR ROUPA PROMETE PROCESSAR PERUCHE
A empurrões e pontapés, a modelo Juliana Isen, musa do impeachment, foi
expulsa do Sambódromo sob o olhar do presidente da Liga, Serginho. Ela, que já tinha sido proibida de usar um tapa-sexo com o logo do “Fora Dilma”, foi retirada da ala das passistas depois de ficar com os seios amostra em frente ao recuo da bateria.
Juliana era a madrinha da ala das passistas. Foi o próprio Serginho que puxou ela pela cintura, pediu para abrir o portão que dá acesso a saída, até que um membro da escola a empurrou no chão e jogou o costeiro da fantasia sobre ela. “Me senti humilhada e estou saindo ferida. Vou processar essa escola”, contou a modelo.
Ela explicou que assim que chegou na escola foi abordada por um membro da Peruche que exigiu a retirada do tapa-sexo. Segundo ela, o adereço tinha sido acordado com a escola assim que ela foi chamada para desfilar pela agremiação. “Como não deixaram, fiz meu protesto por um País melhor deixado os seios à mostra.” A escola pode perder pontos na apuração.
A Liga Independente das Escolas de Samba de São Paulo informou que aguarda o término do desfile para poder se manifestar sobre o ocorrido.. O presidente da escola, Sidney de Moraes, justificou-se: “Ela não estava com a vestimenta legal. Nossos harmonias, cientes disso, acabaram tirando (a integrante). Só que ela quis permanecer.”
Para explorar o universo dos mistérios, a Império de Casa Verde apostou em um desfile visual, com fantasias trabalhadas e carros luxuosos. Já a Acadêmicos do Tucuruvi trouxe a religião no Brasil. O segundo carro fez homenagem a Iemanjá, com 30 mulheres girando seus vestidos de filhas de santo.
A Dragões da Real apostou nos presentes como tema do enredo. Para abordá-lo, ninguém menos do que o Papai Noel no abre-alas. A Mocidade teria feito um desfile de campeã se não fossem os buracos deixados nos últimos setores da escola, causados por um carro alegórico com problemas mecânicos.