Conflito judicial entre dono do Itaú e ex-esposa se intensifica em São Paulo
O caso é cercado por cifras significativas, com um montante em disputa que gira em torno de R$ 1.960.000,00.
- Publicado: 29/01/2026
- Alterado: 02/05/2025
- Autor: Redação
- Fonte: FERVER
Uma disputa judicial complexa envolve o banqueiro Roberto Egydio Setubal e sua ex-esposa, Daniela Alves Fagundes. A situação se agravou desde que Daniela, conhecida como ex-primeira-dama do Itaú, protocolou um pedido na 2ª Câmara Empresarial do Tribunal de Justiça de São Paulo para dissolver a sociedade que mantinha com Setubal na D-Gaia Modas, uma loja de roupas de luxo voltada para o público feminino.
O caso é cercado por cifras significativas, com um montante em disputa que gira em torno de R$ 1.960.000,00. A separação do casal ocorreu em janeiro deste ano e, desde então, Daniela tem revelado detalhes sobre a relação conturbada, incluindo alegações de traições e ameaças por parte do novo parceiro de Setubal.
A batalha não se limita apenas à dissolução da sociedade comercial; ela também abrange a guarda da filha do ex-casal, uma criança de apenas um ano. As acusações mútuas entre eles têm sido amplamente divulgadas pela imprensa, aumentando ainda mais a tensão no processo.
Roberto Setubal, que possui uma longa carreira no setor bancário, é representado legalmente pelos advogados do Itaú, onde continua exercendo influência significativa mesmo após sua saída da presidência em 2017. Formado em engenharia de produção pela Escola Politécnica da USP e com um mestrado na Universidade Stanford, Setubal começou sua trajetória no banco em 1980 e foi presidente por mais de duas décadas, período em que consolidou o Itaú como uma das principais instituições financeiras do Brasil. Atualmente, ele ocupa o cargo de copresidente do Conselho de Administração do Itaú Unibanco Holding S.A.
No dia 20 de março de 2025, uma decisão judicial determinou o bloqueio dos valores envolvidos na disputa. O relator do caso no TJ-SP, Natan Zelinschi de Arruda, afirmou: “Concede-se, por ora, o efeito suspensivo para que os valores discutidos sejam indisponibilizados”. A continuidade deste embate jurídico promete trazer novos desdobramentos nos próximos meses.