Conflito no Irã cancela 1.600 voos no mundo e afeta o Brasil

A escalada militar bloqueia o espaço aéreo no Oriente Médio e força o retorno de aviões ao Brasil com forte impacto na economia global.

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O conflito no Irã desencadeou o maior colapso da aviação civil no Oriente Médio desde 2020. Ataques militares conjuntos dos Estados Unidos e Israel na madrugada de 28 de fevereiro de 2026 forçaram o cancelamento imediato de mais de 1.600 voos.

A crise interrompeu as viagens de aproximadamente 31 mil passageiros nas primeiras 24 horas. O volume de suspensões reflete a paralisação de cerca de 24% de todo o tráfego aéreo comercial que cruza a região.

Como o conflito no Irã atinge rotas do Brasil

Três aeronaves de grande porte que partiram do território brasileiro realizaram retornos não programados. Os voos EK262 da Emirates e QR774 da Qatar Airways voltaram para São Paulo após horas de voo sobre o Atlântico.

O voo EK248, originário do Galeão no Rio de Janeiro, também abortou a missão original de travessia. Mais de 1.165 pessoas a bordo dessas aeronaves tiveram seus planos frustrados pela insegurança na rota.

Bloqueio aéreo e impacto no mercado de petróleo

Autoridades de aviação fecharam os céus de oito nações estratégicas para garantir a integridade das operações. A restrição afeta de forma direta os seguintes países:

  • Irã
  • Iraque
  • Kuwait
  • Bahrein
  • Catar
  • Israel
  • Síria
  • Jordânia

A instabilidade gerada pelo conflito provocou também o bloqueio temporário do Estreito de Ormuz. Esta passagem marítima é vital para o fluxo de 20% do petróleo consumido no mundo inteiro.

Analistas econômicos alertam para o risco de escalada aguda nos preços dos combustíveis. Uma interrupção prolongada ameaça acelerar a inflação global e causar recessão em mercados dependentes de energia importada.

Itamaraty emite alerta de emergência

O Ministério das Relações Exteriores do Brasil publicou um comunicado oficial desaconselhando viagens para 11 países do Oriente Médio. A lista inclui territórios de alto risco como Líbano e Iêmen.

O governo brasileiro estabeleceu canais de emergência através das representações diplomáticas locais. Cidadãos que já se encontram nessas regiões receberam orientações estritas para buscar abrigo e manter a segurança.

O cenário para os próximos dias exige cautela redobrada das companhias aéreas e especialistas em logística. A recomendação das autoridades internacionais é suspender qualquer deslocamento não essencial enquanto durar o conflito no Irã.

  • Publicado: 16/02/2026
  • Alterado: 16/02/2026
  • Autor: 01/03/2026
  • Fonte: Sesc São Caetano