Conflito no Irã cancela 1.600 voos no mundo e afeta o Brasil
A escalada militar bloqueia o espaço aéreo no Oriente Médio e força o retorno de aviões ao Brasil com forte impacto na economia global.
- Publicado: 16/02/2026
- Alterado: 01/03/2026
- Autor: Daniela Penatti
- Fonte: Sesc São Caetano
O conflito no Irã desencadeou o maior colapso da aviação civil no Oriente Médio desde 2020. Ataques militares conjuntos dos Estados Unidos e Israel na madrugada de 28 de fevereiro de 2026 forçaram o cancelamento imediato de mais de 1.600 voos.
A crise interrompeu as viagens de aproximadamente 31 mil passageiros nas primeiras 24 horas. O volume de suspensões reflete a paralisação de cerca de 24% de todo o tráfego aéreo comercial que cruza a região.
Como o conflito no Irã atinge rotas do Brasil
Três aeronaves de grande porte que partiram do território brasileiro realizaram retornos não programados. Os voos EK262 da Emirates e QR774 da Qatar Airways voltaram para São Paulo após horas de voo sobre o Atlântico.
O voo EK248, originário do Galeão no Rio de Janeiro, também abortou a missão original de travessia. Mais de 1.165 pessoas a bordo dessas aeronaves tiveram seus planos frustrados pela insegurança na rota.
Bloqueio aéreo e impacto no mercado de petróleo
Autoridades de aviação fecharam os céus de oito nações estratégicas para garantir a integridade das operações. A restrição afeta de forma direta os seguintes países:
- Irã
- Iraque
- Kuwait
- Bahrein
- Catar
- Israel
- Síria
- Jordânia
A instabilidade gerada pelo conflito provocou também o bloqueio temporário do Estreito de Ormuz. Esta passagem marítima é vital para o fluxo de 20% do petróleo consumido no mundo inteiro.
Analistas econômicos alertam para o risco de escalada aguda nos preços dos combustíveis. Uma interrupção prolongada ameaça acelerar a inflação global e causar recessão em mercados dependentes de energia importada.
Itamaraty emite alerta de emergência
O Ministério das Relações Exteriores do Brasil publicou um comunicado oficial desaconselhando viagens para 11 países do Oriente Médio. A lista inclui territórios de alto risco como Líbano e Iêmen.
O governo brasileiro estabeleceu canais de emergência através das representações diplomáticas locais. Cidadãos que já se encontram nessas regiões receberam orientações estritas para buscar abrigo e manter a segurança.
O cenário para os próximos dias exige cautela redobrada das companhias aéreas e especialistas em logística. A recomendação das autoridades internacionais é suspender qualquer deslocamento não essencial enquanto durar o conflito no Irã.