Confiança do consumidor cai 3,8% em SP com juros e inflação

Incerteza econômica e inflação levam o consumidor paulistano a adotar postura mais conservadora e seletiva em abril

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A confiança do consumidor paulistano iniciou um movimento de retração em abril, influenciada pela persistência dos juros altos e da inflação, além das incertezas no cenário geopolítico global. Segundo dados da FecomercioSP, o Índice de Confiança do Consumidor (ICC) caiu 3,8% no mês, atingindo 121,1 pontos.

A queda foi puxada principalmente pelas perspectivas de futuro: o Índice de Expectativas do Consumidor (IEC) recuou 5% em relação a março. O movimento sugere que, embora o mercado de trabalho siga resiliente, o paulistano está mais cauteloso e propenso a compras planejadas e sensíveis a promoções.

Fatores de Pressão e Comportamento

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De acordo com a Federação, o cenário macroeconômico atual impõe desafios que impactam diretamente o bolso das famílias:

  • Crédito Caro: A manutenção das taxas de juros em patamares elevados encarece o financiamento e eleva o endividamento.
  • Seletividade: Bancos estão mais rigorosos na concessão de crédito, restringindo o consumo de bens duráveis.
  • Geopolítica: Tensões internacionais elevam a volatilidade e pressionam custos de energia e logística.

Grupos Mais Afetados

A retração da confiança não foi uniforme. A queda foi mais acentuada entre:

  • Renda Superior: Consumidores com renda acima de dez salários mínimos (-6,3%).
  • Jovens: Público de até 35 anos (-6,3%).
  • Mulheres: Recuo de 6,2%.

Em contrapartida, o grupo com 35 anos ou mais apresentou uma leve resistência, com alta de 0,5% no índice.

Intenção de Consumo e Bens Duráveis

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Acompanhando o ICC, a Intenção de Consumo das Famílias (ICF) recuou pelo segundo mês consecutivo (-0,8%), situando-se em 113,4 pontos. O destaque negativo fica para o consumo de bens duráveis (como eletrodomésticos e veículos) e o nível de consumo atual, que permanecem na zona de pessimismo (abaixo de 100 pontos).

Para a FecomercioSP, o varejo precisará de mais eficiência nos próximos meses. “O ciclo de consumo não se inverteu, mas perdeu força. Isso exige das empresas mais foco na percepção de valor e uma gestão de estoques mais rigorosa”, avalia a Entidade.

Comparativo Anual (Abril 2025 vs. Abril 2026)

Apesar da queda mensal, o cenário de longo prazo ainda é positivo:

  • ICC Geral: +9,1%
  • Acesso ao Crédito: +17,3%
  • Momento para Duráveis: +22,6%
  • Publicado: 08/05/2026 13:46
  • Alterado: 08/05/2026 13:46
  • Autor: Daniela Ferreira
  • Fonte: Assessoria