Confiança do Consumidor sobe 2,0%
Confiança do Consumidor sobe, sai do pessimismo e impulsiona consumo de bens duráveis
- Publicado: 13/02/2026
- Alterado: 04/12/2025
- Autor: Redação
- Fonte: Sorria!,
O Índice Nacional de Confiança (INC), desenvolvido pela PiniOn para a Associação Comercial de São Paulo (ACSP), atingiu 100 pontos em novembro, marcando sua quarta alta no ano. Com esse resultado, o índice aumentou 2,0% em relação a outubro e, pela primeira vez desde fevereiro, saiu da zona pessimista (abaixo de 100) para a faixa neutra (igual a 100). No entanto, na comparação com novembro do ano passado, o INC apresentou queda de 2,9%.
A pesquisa abrangeu 1.679 famílias em nível nacional, incluindo residentes em capitais e cidades do interior.
Confiança do Consumidor: Análise regional e por classes

Os resultados da sondagem continuaram a mostrar disparidades entre os grupos:
- Regiões: A confiança registrou aumento no Centro-Oeste, Norte e Sudeste, manteve-se estável no Nordeste e apresentou queda na região Sul.
- Classes Socioeconômicas: Observou-se um aumento na confiança das famílias das classes AB e DE, com estabilidade para as famílias da classe C.
- Gênero: Ambos os sexos apresentaram aumento na confiança, sendo que a melhora foi mais intensa entre os entrevistados do sexo masculino.
Percepção e disposição para compras
Houve uma melhora perceptível na forma como as famílias avaliam sua situação financeira atual. As expectativas futuras em relação à renda e ao emprego também melhoraram em relação ao mês anterior, demonstrando maior segurança no emprego.
Essa alta generalizada na confiança do Consumidor impulsionou a disposição para compras de maior valor, como:
- Bens de Alto Valor: Carros e casas.
- Bens Duráveis: Geladeiras e fogões.
Além disso, houve um aumento na propensão a investir
Fatores por trás do resultado e perspectivas
Em resumo, a confiança do consumidor de novembro aumentou mensalmente e diminuiu interanualmente, conseguindo, assim, deixar o campo pessimista.
O economista da ACSP, Ulisses Ruiz de Gamboa, aponta que o mercado de trabalho segue gerando crescimento de renda e emprego. Esse fator, somado a medidas como o novo crédito consignado, o pagamento de precatórios e outras transferências de renda governamentais, é o que sustenta o otimismo e o consumo das famílias.
Contudo, Gamboa alerta que o elevado endividamento das famílias e os impactos negativos das altas taxas de juros sobre a economia — que ainda serão sentidos — podem causar uma diminuição na confiança do consumidor nos próximos meses.