Brasileiros avaliam a condenação de Bolsonaro
49% dos brasileiros consideram a pena de Bolsonaro exagerada
- Publicado: 13/02/2026
- Alterado: 17/09/2025
- Autor: Redação
- Fonte: Sorria!,
Uma pesquisa realizada pela Genial Investimentos, entre os dias 12 e 14 de setembro, entrevistou 2.004 pessoas em todo o Brasil. O levantamento apresenta uma margem de erro de 2 pontos percentuais, com um nível de confiança de 95%.
Os resultados da pesquisa, divulgados nestaa quarta-feira (17) pela Quaest, indicam que 49% da população brasileira considera a pena de 27 anos de prisão imposta ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) como exagerada. Em contrapartida, 35% dos entrevistados avaliam a condenação como adequada, enquanto 12% acreditam que a pena é insuficiente. Outros 4% não souberam ou não responderam à questão.
Os dados específicos sobre a percepção da condenação são os seguintes:
- Exagerada: 49%
- Adequada: 35%
- Insuficiente: 12%
- Não souberam/não responderam: 4%
Prisão de Bolsonaro
O ex-presidente Jair Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão em regime fechado devido à sua participação em um suposto plano golpista após sua derrota nas eleições presidenciais de 2022. Além dele, outros sete réus também foram condenados, incluindo dois generais do Exército e um almirante da Marinha.
Leia mais: Bolsonaro é condenado a 27 anos e 3 meses de prisão
A pesquisa aponta que a maior parte daqueles que consideram a pena adequada provém da esquerda, com 61% entre os que se identificam como não lulistas e 60% entre os lulistas. Por outro lado, entre os bolsonaristas, a percepção de que a pena é exagerada atinge 89%, enquanto 83% dos indivíduos que se consideram da direita, mas não bolsonaristas, compartilham dessa opinião.
Em relação à inelegibilidade de Bolsonaro, 47% dos entrevistados consideram essa medida apropriada, ao passo que 35% a consideram exagerada. De acordo com as normas do Supremo Tribunal Federal (STF), o ex-presidente poderá concorrer novamente após cumprir oito anos da sentença.
No dia 11 de setembro de 2025, Jair Bolsonaro fez uma breve aparição pública em frente à residência onde cumpre prisão domiciliar em Brasília (DF). A Primeira Turma do STF havia definido sua pena em um total de 27 anos e três meses por seu envolvimento na tentativa de golpe após as eleições de 2022.
Em outra questão relacionada ao ex-presidente, a pesquisa revela que a maioria dos brasileiros considera adequada a prisão domiciliar imposta em um processo envolvendo seu filho Eduardo; para 51%, essa medida é vista como apropriada, enquanto 28% acreditam ser exagerada e 16% insuficiente. Sobre o uso de tornozeleira eletrônica, os números são semelhantes: 48% consideram a medida adequada, enquanto 35% a veem como exagerada e apenas 13% acham insuficiente.
A pesquisa também sugere que uma parcela significativa da população (55%) acredita que houve uma tentativa de golpe de Estado por parte de Bolsonaro, enquanto 38% discordam dessa afirmação. Adicionalmente, 54% afirmam que o ex-presidente participou do plano para executar o golpe.
A respeito do julgamento realizado por Alexandre de Moraes no STF, os entrevistados se dividem: 42% acreditam que foi imparcial, enquanto 47% consideram que houve perseguição política. Quando questionados sobre um possível impeachment do ministro Moraes, apenas 36% apoiaram essa ideia.
No tocante à anistia para aqueles envolvidos na tentativa de golpe após as eleições presidenciais de 2022, o levantamento revela que 41% dos brasileiros são contra essa possibilidade. Ao mesmo tempo, 36% apoiariam anistia para todos os envolvidos, incluindo Bolsonaro.
Por fim, sobre a avaliação do governo Lula (PT), a desaprovação continua alta em 51%, enquanto a aprovação se mantém em torno dos 46%. Isso representa um empate técnico em comparação ao levantamento anterior e indica uma das menores diferenças entre aprovação e desaprovação desde janeiro de 2025.
A pesquisa ainda mostra que há um consenso significativo (64%) entre os brasileiros sobre o apoio do governo Lula na defesa da soberania nacional frente às pressões dos Estados Unidos.