Computadores para Inclusão capacita 7,5 mil jovens em SP

Iniciativa já entregou 5.184 máquinas e qualificou milhares de alunos em 325 pontos do estado, unindo tecnologia e sustentabilidade.

Crédito: Shizuo Alves/MCOM

O programa Computadores para Inclusão consolida um marco expressivo na democratização do acesso tecnológico no estado de São Paulo. Coordenada pelo Ministério das Comunicações, a iniciativa ultrapassou a entrega de 5 mil equipamentos recondicionados desde a sua criação, em 2010.

Ao todo, 5.184 máquinas foram distribuídas em 325 pontos de inclusão digital. A prioridade do projeto recai sobre as escolas públicas, garantindo que estudantes de diferentes faixas etárias tenham contato direto com ferramentas essenciais para o aprendizado moderno.

Mas a entrega de hardware representa apenas uma ponta dessa estratégia pública. A política de fomento à cidadania digital envolve também a preparação técnica de recursos humanos.

Computadores para Inclusão foca na qualificação profissional

A infraestrutura física entregue às instituições serve como base para uma transformação social mais profunda. Por meio dos Centros de Recondicionamento de Computadores (CRCs), o programa viabilizou a realização de 7.536 formações em território paulista.

Os cursos abrangem áreas críticas para o mercado atual:

  • Informática básica e avançada;
  • Manutenção de computadores;
  • Reparo de celulares.

Essas capacitações utilizam a estrutura do Computadores para Inclusão para inserir jovens no mercado de trabalho, oferecendo uma profissão técnica em um setor com alta demanda por mão de obra especializada.

“Os próprios alunos dos cursos de capacitação dos CRCs realizam a recuperação das máquinas, adquirindo uma profissão e abrindo portas para o mercado de trabalho.”

Impacto nacional e modelo de economia circular

A lógica operacional do projeto baseia-se na economia circular. Equipamentos considerados obsoletos por órgãos públicos federais não são descartados. Eles são enviados aos CRCs, onde passam por uma triagem rigorosa, higienização e substituição de peças.

Após esse processo, o equipamento ganha uma “nova vida” e retorna à sociedade. Além de escolas, o Computadores para Inclusão atende:

  • Associações comunitárias;
  • Centros socioeducativos;
  • Penitenciárias;
  • Comunidades indígenas e quilombolas.

No cenário brasileiro, os números mostram a capilaridade da ação. O Computadores para Inclusão já superou a marca de 70 mil doações em todo o país. Estima-se que mais de 700 mil pessoas tiveram suas vidas impactadas, seja pelo acesso à internet nos laboratórios montados ou pela formação profissional recebida.

Sustentabilidade e gestão de resíduos

A vertente ambiental é outro pilar que sustenta a autoridade do projeto. O descarte incorreto de lixo eletrônico é um dos maiores desafios ambientais do século XXI.

Nesse quesito, os Centros de Recondicionamento agem como barreiras de proteção ambiental. As unidades já processaram e deram a destinação correta a mais de 11 mil toneladas de resíduos eletrônicos.

Isso significa que 1,2 milhão de equipamentos deixaram de ser jogados em aterros sanitários ou na natureza, recebendo o tratamento adequado ou sendo reinseridos na cadeia produtiva.

A continuidade dessas ações reforça o compromisso governamental com a agenda ESG (Environmental, Social and Governance). Ao unir a recuperação de ativos de TI com a educação técnica, o Computadores para Inclusão se estabelece como uma política pública eficiente para reduzir o abismo digital no Brasil.

  • Publicado: 29/01/2026
  • Alterado: 29/01/2026
  • Autor: 03/02/2026
  • Fonte: Fever