Como prevenir lesões na corrida de rua
A resposta é simples: orientação do profissional de Educação Física, habilitado na utilização de estratégias para prevenção de lesões e para a otimização de um programa de treinamento
- Publicado: 29/01/2026
- Alterado: 01/04/2015
- Autor: Redação
- Fonte: FERVER
A corrida de rua vem ganhando uma legião de adeptos nos últimos anos no Brasil. Acredita-se que isto se deve ao fato desta atividade física ser capaz de proporcionar inúmeros benefícios à saúde como a perda de peso e melhoria na condição cardiorrespiratória, mas também pelo fato de ser praticada em qualquer lugar e com equipamentos mais simples que aqueles necessários para a participação num esporte coletivo, por exemplo.
Esses novos adeptos fizeram com que muitos profissionais de Educação Física passassem a atuar com a orientação do treinamento de corrida e também com a organização de eventos de corrida de rua. Entretanto, um dos assuntos que ainda geram muita controvérsia no que diz respeito à corrida é a dos tipos mais comuns de lesões que afetam os corredores e o que fazer para preveni-las, além da polêmica em torno dos melhores calçados esportivos que devem ser utilizados para esta prática.
Por muito tempo se pensou que o maior número de lesões envolvia a articulação do joelho. Entretanto, numa revisão de literatura mais recente (Lopes, Hespanhol Junior, Yeung e Costa, 2012) evidenciou-se que as principais lesões para corredores envolvem a síndrome do estresse tibial medial (conhecida canelite), a tendinopatia do tendão calcâneo e a fasceíte plantar, nenhuma delas, portanto, na articulação do joelho. Somente para aqueles que correm provas de ultra-maratona é que a síndrome patelofemural, que se dá na articulação do joelho, aparece como a segunda maior causa de lesão.
O calçado esportivo adequado é aquele em que o corredor se adapta melhor, independente do sistema de amortecimento. Isto porque o melhor sistema de amortecimento que existe é aquele coordenado pelo próprio aparelho locomotor. Atualmente sabe-se que os músculos têm total capacidade de absorver o impacto e utilizá-lo para produzir força, sem depender do calçado esportivo para isto. Então, o que deve ser considerado para minimizar a ocorrência de lesões? Simples, o adequado planejamento da atividade física para que o músculo não falhe e cumpra seu papel protetor no aparelho locomotor.
Todos estes conhecimentos são aplicados no curso de Pós-graduação em Reabilitação de Lesões e Doenças Musculoesqueléticas oferecido pela FEFISA aborda todos estes temas e outros relacionados às diferentes lesões que acometem praticantes de outras atividades físicas.
Através desses conhecimentos, o profissional Educação Física estará melhor habilitado na utilização de estratégias para prevenção de lesões bem como para a otimização de um programa de treinamento para quem já vivenciou alguma lesão no aparelho locomotor.
FONTES: Professora Doutora Maria Claudia Vanícola e Professora Doutora Katia Brandina – coordenadoras do Curso de Reabilitação de Lesões e Doenças Musculoesqueléticas
Professora Doutora Maria Claudia Vanícola – Possui Graduação em Licenciatura em Educação Física pela Escola de Educação Física e Esporte da Universidade de São Paulo. Especialização em Ginástica Especial Corretiva pela UniFMU (1997) pela National Academy of Sports Medicine (NASM) e Mestrado em Biodinâmica do Movimento Humano pela Escola de Educação Física e Esporte da Universidade de São Paulo (2004).
Professora Doutora Katia Brandina Bacharel em Educação Física. Mestre em Educação Física pela Escola de Educação Física e Esporte da USP. Doutoranda em Biodinâmica do Movimento pela Escola de Educação Física Esporte da USP.