Como as eleições deste ano influenciam Ribeirão Pires em 2028
Desempenho de deputados, alianças partidárias e controle da máquina podem definir a sucessão municipal
- Publicado: 13/02/2026
- Alterado: 27/02/2026
- Autor: Redação
- Fonte: Teatro Sérgio Cardoso
Quais são as perspectivas políticas para Ribeirão Pires após as eleições nacionais deste ano? A partir de 2027, os bastidores devem entrar em ebulição com a corrida pela cadeira de prefeito.
Observando as peças já posicionadas no tabuleiro, há uma lista de prováveis candidatos. Alguns utilizam a candidatura a deputado como laboratório junto ao eleitorado; outros aproveitam o período eleitoral para atuar como cabos eleitorais e fortalecer a própria imagem nos bairros.

Entre os nomes já comentados anteriormente, seguem ativos na construção de alianças e na mobilização de apoiadores Gabriel Roncon e Davi dos Caminhões, que despontam como possíveis polos da disputa.

Adotando estratégia distinta, o vice-prefeito Rubens Fernandes, o Rubão, tenta utilizar a candidatura a deputado como trampolim para viabilizar-se como prefeiturável. No entanto, foi politicamente desidratado pelo governo, que absorveu grande parte dos integrantes de sua equipe.
Para Rubão, resta buscar uma votação expressiva nas urnas em outubro. A partir disso, poderia projetar uma candidatura a prefeito — ainda que com objetivo pragmático: negociar novamente espaço como vice-prefeito, secretário ou até disputar uma vaga na Câmara.

Gabriel Roncon, por sua vez, é o único que permanece em palanque desde a última eleição. Essa presença contínua pode produzir um efeito colateral clássico: o desgaste natural que sucede a fase do encanto inicial, abrindo espaço para uma avaliação mais criteriosa do eleitorado sobre suas limitações.
Incógnitas, estratégias e nomes em observação
Ricardo Abílio permanece como uma incógnita. Surgiu como pré-candidato em 2023, quando ainda era secretário em Mogi das Cruzes. Hoje, ocupa secretaria em Rio Grande da Serra enquanto se apresenta como pré-candidato a deputado. Mantém postura discreta diante dos problemas de Ribeirão Pires e busca posicionar-se no centro — o chamado “muro”. Nos bastidores, há dúvidas sobre a real intenção de disputar o Legislativo. Contudo, caso o objetivo seja o Paço, a candidatura torna-se quase obrigatória para quem ainda está distante dos holofotes locais.
Mesmo após sofrer uma espécie de “puxada de tapete” em sua última tentativa eleitoral, César do Canoa pode voltar ao jogo. Caso o atual Secretário de Desenvolvimento Econômico decida assumir protagonismo na campanha a deputado, terá a oportunidade de relembrar ao eleitorado que segue como opção — seja para compor uma chapa puro-sangue ribeiraopirense, seja para apresentar um projeto próprio de desenvolvimento para a cidade.
A desistência de Amigão D’Orto em disputar o pleito abre espaço para o empresário Davi dos Caminhões, um outsider da política tradicional. Sua principal vantagem em relação a Gabriel Roncon está na bagagem administrativa: resultados concretos de gestão, experiência prática e independência financeira.
Forma-se, assim, um contraste claro: De um lado, Gabriel projeta a imagem de político experiente, embora ainda sem vivência executiva robusta. Do outro, Davi surge como gestor experiente, porém novato no campo político.
Máquina pública, alianças e decisão do eleitor em Ribeirão Pires
Com relação ao candidato da máquina, alguns apontam as fichas para o vereador Rato Teixeira, atual líder de governo, cujo acordos políticos que unem Orlando Morando e Clóvis Volpi na campanha a deputado na cidade podem ter um horizonte nas eleições municipais, por conta do encerramento do ciclo político da família Volpi.

Esse vácuo trará novos nomes para ocupar esse espaço em meio à dispersão das forças políticas.
A decisão final, contudo, estará nas mãos do eleitor de Ribeirão Pires: prefere um prefeito carismático, afeito a gestos e proximidade, ou um gestor com perfil empresarial, focado em fazer a máquina pública funcionar com eficiência — ainda que sob liderança mais firme?
Márcio Prado

Márcio Prado, mais conhecido como Peninha, carrega há anos o apelido inspirado no personagem dos gibis da Disney. Jornalista com mais de uma década de atuação, ele encontrou no jornalismo investigativo sua vocação, movido pela indignação diante de apurações superficiais e pela determinação em expor esquemas de corrupção, desvios de recursos e práticas ilícitas no poder público e na iniciativa privada. Seu trabalho vai além da publicação direta: muitas vezes contribui de forma anônima com órgãos de investigação, fortalecendo a cidadania e reafirmando o papel da imprensa como fiscal da sociedade.