Comércio ilegal de sucata é alvo de operação em Santo André

Ação municipal interdita espaços clandestinos, recolhe veículos abandonados e barra crime ambiental em bairros da região.

Crédito: Divulgação/PSA

O combate ostensivo ao comércio ilegal de sucata ganhou um novo capítulo nesta quarta-feira (25) na Grande São Paulo. Uma grande operação de inteligência interditou dois estabelecimentos clandestinos em Santo André.

Agentes flagraram degradação ambiental e riscos à saúde pública nos bairros Núcleo Ciganos e Vila Sacadura Cabral. Houve desdobramentos estratégicos também na região da Vila Palmares.

Como o comércio ilegal de sucata afeta os bairros

Fiscais encontraram um cenário de negligência estrutural durante a incursão na Travessa da Paz. O comércio ilegal de sucata operava com total descaso pelo ecossistema local.

Carcaças automotivas enferrujavam a céu aberto enquanto resíduos pesados impactavam o solo. A absoluta falta de licenciamento transformou o endereço em um risco sanitário iminente.

A ofensiva interinstitucional apresentou resultados expressivos e imediatos:

  • Dois comércios interditados sumariamente pelas equipes.
  • Dez veículos irregulares ou abandonados rebocados ao pátio municipal.
  • Três caminhões carregados com lixo e entulho recolhidos pelos agentes de limpeza.

As autuações seguiram os rigores do artigo 60 da Lei de Crimes Ambientais (Lei Federal nº 9.605/1998). A legislação penaliza o funcionamento de atividades potencialmente poluidoras sem o aval dos órgãos competentes.

O prefeito de Santo André, Gilvan Ferreira, reforçou a postura de tolerância zero da administração municipal frente aos infratores:

“Não vamos permitir que atividades clandestinas coloquem em risco o meio ambiente, a saúde da população e a segurança dos bairros. Essa operação demonstra a força do trabalho conjunto entre nossas equipes e seguiremos firmes na fiscalização e no combate ao comércio ilegal de sucata.”

Inteligência policial e canais de denúncia

O desmantelamento das operações irregulares exigiu mapeamento analítico prévio. O Centro de Operações Integradas (COI) guiou os passos da Guarda Civil Municipal (GCM) e de fiscais do Semasa.

A Polícia Civil também integrou a força-tarefa de contenção. A corporação enviou especialistas do Grupo de Operações Especiais (GOE) e da Delegacia de Investigação de Infrações e Crimes contra o Meio Ambiente (Dicma).

A colaboração popular continua sendo a principal arma contra essas infrações urbanas. Moradores podem reportar o descarte criminoso pelos telefones 153 (GCM) ou 0800-4848115 (Semasa). Eliminar de vez o comércio ilegal de sucata exige vigilância constante da comunidade aliada à resposta rápida das autoridades.

  • Publicado: 26/01/2026
  • Alterado: 26/01/2026
  • Autor: 26/02/2026
  • Fonte: Cia. Vagalum Tum Tum