Comércio ilegal de sucata é alvo de operação em Santo André
Ação municipal interdita espaços clandestinos, recolhe veículos abandonados e barra crime ambiental em bairros da região.
- Publicado: 26/01/2026
- Alterado: 26/02/2026
- Autor: Redação
- Fonte: Cia. Vagalum Tum Tum
O combate ostensivo ao comércio ilegal de sucata ganhou um novo capítulo nesta quarta-feira (25) na Grande São Paulo. Uma grande operação de inteligência interditou dois estabelecimentos clandestinos em Santo André.
Agentes flagraram degradação ambiental e riscos à saúde pública nos bairros Núcleo Ciganos e Vila Sacadura Cabral. Houve desdobramentos estratégicos também na região da Vila Palmares.
Como o comércio ilegal de sucata afeta os bairros
Fiscais encontraram um cenário de negligência estrutural durante a incursão na Travessa da Paz. O comércio ilegal de sucata operava com total descaso pelo ecossistema local.
Carcaças automotivas enferrujavam a céu aberto enquanto resíduos pesados impactavam o solo. A absoluta falta de licenciamento transformou o endereço em um risco sanitário iminente.
A ofensiva interinstitucional apresentou resultados expressivos e imediatos:
- Dois comércios interditados sumariamente pelas equipes.
- Dez veículos irregulares ou abandonados rebocados ao pátio municipal.
- Três caminhões carregados com lixo e entulho recolhidos pelos agentes de limpeza.
As autuações seguiram os rigores do artigo 60 da Lei de Crimes Ambientais (Lei Federal nº 9.605/1998). A legislação penaliza o funcionamento de atividades potencialmente poluidoras sem o aval dos órgãos competentes.
O prefeito de Santo André, Gilvan Ferreira, reforçou a postura de tolerância zero da administração municipal frente aos infratores:
“Não vamos permitir que atividades clandestinas coloquem em risco o meio ambiente, a saúde da população e a segurança dos bairros. Essa operação demonstra a força do trabalho conjunto entre nossas equipes e seguiremos firmes na fiscalização e no combate ao comércio ilegal de sucata.”
Inteligência policial e canais de denúncia
O desmantelamento das operações irregulares exigiu mapeamento analítico prévio. O Centro de Operações Integradas (COI) guiou os passos da Guarda Civil Municipal (GCM) e de fiscais do Semasa.
A Polícia Civil também integrou a força-tarefa de contenção. A corporação enviou especialistas do Grupo de Operações Especiais (GOE) e da Delegacia de Investigação de Infrações e Crimes contra o Meio Ambiente (Dicma).
A colaboração popular continua sendo a principal arma contra essas infrações urbanas. Moradores podem reportar o descarte criminoso pelos telefones 153 (GCM) ou 0800-4848115 (Semasa). Eliminar de vez o comércio ilegal de sucata exige vigilância constante da comunidade aliada à resposta rápida das autoridades.