Comer fora de casa ficou 11,4% mais caro no Sudeste
Confira os valores de 14 cidades do interior e Grande São Paulo. Em Diadema, a cidade com o menor valor médio encontrado, a refeição completa sai por R$ 25,29
- Publicado: 27/04/2016 16:50
- Alterado: 27/04/2016 16:50
- Autor: Redação
- Fonte: Ogilvy
Nas grandes cidades da região Sudeste, uma refeição completa, com prato principal, bebida não alcoólica, sobremesa e café custa em média R$ 30,93, segundo a Pesquisa ASSERT Preço Médio da Refeição 2016, elaborada pelo Instituto Datafolha a pedido da ASSERT – Associação das Empresas de Refeição e Alimentação Convênio para o Trabalhador e divulgada hoje. O valor nacional é de R$ 30,48.
De acordo com o estudo, um trabalhador da região sudeste que ganha um salário mínimo (R$ 880,00 – valor nacional), gasta com alimentação fora de casa 76,06% de sua renda, considerando 22 dias ao mês, de segunda a sexta-feira.
Os valores das refeições foram calculados com base em 3.730 preços coletados em estabelecimentos de 27 cidades dos quatro estados do Sudeste
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São Paulo |
Barueri |
Campinas |
Diadema |
Guarulhos |
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R$ 30,98 |
R$ 28,06 |
R$ 33,01 |
R$ 25,29 |
R$ 26,62 |
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Jundiaí |
Osasco |
Ribeirão Preto |
Santo André |
Santos |
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R$ 27,53 |
R$ 27,37 |
R$ 31,20 |
R$ 26,61 |
R$ 34,83 |
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São Bernardo do Campo |
São Caetano do Sul |
São José dos Campos |
Sorocaba |
Taboão da Serra |
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R$ 28,04 |
R$ 26,03 |
R$ 25,77 |
R$ 28,44 |
R$ 27,20 |
“O objetivo da Pesquisa ASSERT Preço Médio da Refeição é apresentar um retrato dos preços das refeições fora de casa e aferir a percepção dos proprietários dos estabelecimentos comerciais em relação à alimentação saudável, uma vez que um dos preceitos do PAT é exatamente o de incentivar que os trabalhadores optem por uma dieta mais nutritiva e equilibrada, o que melhora sua qualidade de vida e bem-estar físico”, explica Artur Almeida, diretor da ASSERT”.
PREÇO MÉDIO DA REFEIÇÃO COMPLETA POR REGIÃO
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Região |
2016 |
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Centro-Oeste |
R$ 26,73 |
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Norte |
R$ 28,48 |
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Nordeste |
R$ 29,18 |
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Sudeste |
R$ 30,93 |
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Sul |
R$ 31,74 |
ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL
Além de compreender a dinâmica de preços da refeição fora do lar, o estudo visa levantar informações que ajudem no processo de conscientização a respeito da alimentação saudável. Segundo os responsáveis pelos restaurantes, bares, lanchonetes e padarias consultados, a busca por refeições mais nutritivas tem aumentado: 53% deles percebem um aumento na procura por frutas nos últimos dois anos, 61% notam que os clientes estão comendo mais verduras e legumes e 65% observam aumento no consumo de sucos naturais, sendo que 56% dos estabelecimentos acreditam que os clientes estão cada vez mais preocupados com uma alimentação saudável de modo geral. A combinação clássica de arroz com feijão permanece forte, porém sem alteração significativa na procura, conforme constatam 58% dos estabelecimentos.
METODOLOGIA
Para a edição de 2016 da pesquisa, o Instituto Datafolha entrevistou, entre dezembro de 2015 e janeiro de 2016, 4.560 estabelecimentos comerciais de 51 municípios brasileiros, sendo 23 capitais, distribuídos pelas cinco regiões geográficas do Brasil. Foram visitados restaurantes, bares, lanchonetes e padarias que oferecem refeições em prato, acomodação em mesa, e que aceitam pelo menos um tipo de vale-refeição. Nestas entrevistas, foram obtidos 5.436 preços de pratos, aos quais foi aplicada uma média ponderada para refletir a maior proporção de estabelecimentos do tipo autosserviço (por peso ou preço fixo) e comercial (prato feito simples) em relação a restaurantes com menu executivo ou serviço à la carte.
PAT 40 ANOS
Em 2016, a divulgação dos resultados da Pesquisa ASSERT Preço Médio da Refeição marca o aniversário de 40 anos do Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT), um dos programas sociais mais importantes do País. Instituído pela Lei nº 6.321, de 14 de abril de 1976, e gerido pelo Ministério do Trabalho e Previdência Social, o programa garante a quase 20 milhões de trabalhadores brasileiros o acesso a uma alimentação adequada, além de incentivos fiscais às empresas participantes. Ao aumentar a qualidade de vida e a produtividade dos trabalhadores e suas famílias, este subsídio ajuda a aumentar também a lucratividade das empresas e a competitividade da economia brasileira, gerando benefícios mútuos. O sistema de vouchers para refeições é uma das modalidades disponíveis para as empresas que aderem ao PAT, assim como o voucher alimentação, a oferta de refeições no local de trabalho e a distribuição de cestas de alimentos.
Dados do PAT em 2015, segundo Ministério do Trabalho e Previdência Social:
• Trabalhadores beneficiados: 19,513 milhões, sendo 16,2 milhões (83,2%) com renda mensal de até cinco salários mínimos
• Número de empresas com trabalhadores no programa: 223,4 mil
• Empresas fornecedoras de alimentação: 13,8 mil
• Empresas prestadoras de serviços em alimentação coletiva: 249
• Profissionais habilitados em nutrição vinculados ao programa: 22,2 mil
Sobre a ASSERT
Com 35 anos de atuação no mercado de vales alimentação e refeição e 20 associadas, a ASSERT é a principal entidade a representar o setor, exercendo um importante papel de agente social ao apoiar e difundir as ações do Programa de Alimentação do Trabalhador – PAT. Ao lado do Ministério do Trabalho, ajudou a viabilizar no Brasil um modelo vencedor e que hoje é referência mundial. Seu papel é intensificar o diálogo entre empresas operadoras e atores envolvidos na execução do PAT.
Ao apoiar o PAT, a ASSERT atende a uma necessidade social do trabalhador brasileiro, garante o acesso a uma dieta saudável e proporciona mais qualidade de vida a ele e seus familiares, com ganhos substanciais em produtividade para as organizações.
Em uma iniciativa pioneira, criou o Prato Legal, que tem como objetivo orientar os estabelecimentos comerciais credenciados às empresas operadoras do sistema de refeição para que ofereçam um cardápio saudável e que atenda às exigências do PAT.