Comer fora de casa ficou 11,4% mais caro no Sudeste

Confira os valores de 14 cidades do interior e Grande São Paulo. Em Diadema, a cidade com o menor valor médio encontrado, a refeição completa sai por R$ 25,29

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Nas grandes cidades da região Sudeste, uma refeição completa, com prato principal, bebida não alcoólica, sobremesa e café custa em média R$ 30,93, segundo a Pesquisa ASSERT Preço Médio da Refeição 2016, elaborada pelo Instituto Datafolha a pedido da ASSERT – Associação das Empresas de Refeição e Alimentação Convênio para o Trabalhador e divulgada hoje. O valor nacional é de R$ 30,48.

De acordo com o estudo, um trabalhador da região sudeste que ganha um salário mínimo (R$ 880,00 – valor nacional), gasta com alimentação fora de casa 76,06% de sua renda, considerando 22 dias ao mês, de segunda a sexta-feira.

Os valores das refeições foram calculados com base em 3.730 preços coletados em estabelecimentos de 27 cidades dos quatro estados do Sudeste

São Paulo

Barueri

Campinas

Diadema

Guarulhos

R$ 30,98

R$ 28,06

R$ 33,01

R$ 25,29

R$ 26,62

Jundiaí

Osasco

Ribeirão Preto

Santo André

Santos

R$ 27,53

R$ 27,37

R$ 31,20

R$ 26,61

R$ 34,83

São Bernardo do Campo

São Caetano do Sul

São José dos Campos

Sorocaba

Taboão da Serra

R$ 28,04

R$ 26,03

R$ 25,77

R$ 28,44

R$ 27,20

“O objetivo da Pesquisa ASSERT Preço Médio da Refeição é apresentar um retrato dos preços das refeições fora de casa e aferir a percepção dos proprietários dos estabelecimentos comerciais em relação à alimentação saudável, uma vez que um dos preceitos do PAT é exatamente o de incentivar que os trabalhadores optem por uma dieta mais nutritiva e equilibrada, o que melhora sua qualidade de vida e bem-estar físico”, explica Artur Almeida, diretor da ASSERT”.

PREÇO MÉDIO DA REFEIÇÃO COMPLETA POR REGIÃO

Região

2016

Centro-Oeste

R$ 26,73

Norte

R$ 28,48

Nordeste

R$ 29,18

Sudeste

R$ 30,93

Sul

R$ 31,74

ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL
Além de compreender a dinâmica de preços da refeição fora do lar, o estudo visa levantar informações que ajudem no processo de conscientização a respeito da alimentação saudável. Segundo os responsáveis pelos restaurantes, bares, lanchonetes e padarias consultados, a busca por refeições mais nutritivas tem aumentado: 53% deles percebem um aumento na procura por frutas nos últimos dois anos, 61% notam que os clientes estão comendo mais verduras e legumes e 65% observam aumento no consumo de sucos naturais, sendo que 56% dos estabelecimentos acreditam que os clientes estão cada vez mais preocupados com uma alimentação saudável de modo geral. A combinação clássica de arroz com feijão permanece forte, porém sem alteração significativa na procura, conforme constatam 58% dos estabelecimentos.

METODOLOGIA
Para a edição de 2016 da pesquisa, o Instituto Datafolha entrevistou, entre dezembro de 2015 e janeiro de 2016, 4.560 estabelecimentos comerciais de 51 municípios brasileiros, sendo 23 capitais, distribuídos pelas cinco regiões geográficas do Brasil. Foram visitados restaurantes, bares, lanchonetes e padarias que oferecem refeições em prato, acomodação em mesa, e que aceitam pelo menos um tipo de vale-refeição. Nestas entrevistas, foram obtidos 5.436 preços de pratos, aos quais foi aplicada uma média ponderada para refletir a maior proporção de estabelecimentos do tipo autosserviço (por peso ou preço fixo) e comercial (prato feito simples) em relação a restaurantes com menu executivo ou serviço à la carte.

PAT 40 ANOS
Em 2016, a divulgação dos resultados da Pesquisa ASSERT Preço Médio da Refeição marca o aniversário de 40 anos do Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT), um dos programas sociais mais importantes do País. Instituído pela Lei nº 6.321, de 14 de abril de 1976, e gerido pelo Ministério do Trabalho e Previdência Social, o programa garante a quase 20 milhões de trabalhadores brasileiros o acesso a uma alimentação adequada, além de incentivos fiscais às empresas participantes. Ao aumentar a qualidade de vida e a produtividade dos trabalhadores e suas famílias, este subsídio ajuda a aumentar também a lucratividade das empresas e a competitividade da economia brasileira, gerando benefícios mútuos. O sistema de vouchers para refeições é uma das modalidades disponíveis para as empresas que aderem ao PAT, assim como o voucher alimentação, a oferta de refeições no local de trabalho e a distribuição de cestas de alimentos.

Dados do PAT em 2015, segundo Ministério do Trabalho e Previdência Social:
•          Trabalhadores beneficiados: 19,513 milhões, sendo 16,2 milhões (83,2%) com renda mensal de até cinco salários mínimos
•          Número de empresas com trabalhadores no programa: 223,4 mil
•          Empresas fornecedoras de alimentação: 13,8 mil
•          Empresas prestadoras de serviços em alimentação coletiva: 249
•          Profissionais habilitados em nutrição vinculados ao programa: 22,2 mil

Sobre a ASSERT
Com 35 anos de atuação no mercado de vales alimentação e refeição e 20 associadas, a ASSERT é a principal entidade a representar o setor, exercendo um importante papel de agente social ao apoiar e difundir as ações do Programa de Alimentação do Trabalhador – PAT.  Ao lado do Ministério do Trabalho, ajudou a viabilizar no Brasil um modelo vencedor e que hoje é referência mundial. Seu papel é intensificar o diálogo entre empresas operadoras e atores envolvidos na execução do PAT.

Ao apoiar o PAT, a ASSERT atende a uma necessidade social do trabalhador brasileiro, garante o acesso a uma dieta saudável e proporciona mais qualidade de vida a ele e seus familiares, com ganhos substanciais em produtividade para as organizações.

Em uma iniciativa pioneira, criou o Prato Legal, que tem como objetivo orientar os estabelecimentos comerciais credenciados às empresas operadoras do sistema de refeição para que ofereçam um cardápio saudável e que atenda às exigências do PAT.

  • Publicado: 27/04/2016 16:50
  • Alterado: 27/04/2016 16:50
  • Autor: Redação
  • Fonte: Ogilvy