Começa nesta sexta-feira maior congresso de oncologia do país 

O número de diagnósticos de tumores de intestino, por exemplo, cresceu de 11% para 20% entre 2005 e 2019.

Crédito: Letícia Teixeira/PMSCS

O aumento do número de casos de câncer em pessoas com menos de 55 anos tem preocupado os oncologistas. O número de diagnósticos de tumores de intestino, por exemplo, cresceu de 11% para 20% entre 2005 e 2019. Outros tipos de câncer, como de esôfago e próstata, também têm registrado aumento de incidência em pessoas mais jovens.

Como mudar esse cenário será uma das questões presentes na décima edição do Congresso Internacional da Oncologia D’Or – Onco in Rio, que começa amanhã (04) e termina no sábado, no Windsor Oceânico, na Barra da Tijuca. Mais de 10 mil pessoas já confirmaram presença.

Presidente da Oncologia D’Or e um dos oncologistas mais renomados do país, Paulo Hoff conta que o congresso vai reunir mais de 300 palestrantes, incluindo convidados internacionais, que vão apresentar o que há de mais atual em tratamento e diagnóstico de câncer, bem como debater estratégias para reduzir a sua incidência.

Ele ressalta que a adoção de hábitos de vida saudáveis é uma das principais formas de se prevenir o câncer. “A obesidade crônica, vista pela OMS como um caso de epidemia global, está hoje entre os principais fatores de risco para a maioria dos tipos de câncer”, alerta.

O maior congresso oncológico do país também traz os principais avanços tecnológicos do setor, que asseguram diagnósticos mais precisos e tratamentos mais eficazes. No sábado, por exemplo, uma mesa sobre aplicações da patologia digital e da Inteligência Artificial na medicina de precisão e pesquisa clínica vai reunir nomes como o do norte americano Eric Walk, que tem mais de 20 anos de experiência em medicina de precisão e desenvolvimento de medicamentos oncológicos e hoje é diretor médico da PathAI, e da neurocientista e presidente do IDOR, Fernanda Tovar-Moll.

Outro avanço que tem sido um marco para oncologia é a patologia molecular, que permite identificar de forma mais precisa o tipo de câncer de cada paciente e tem sido fundamental para indicação de tratamentos mais modernos, como a imunoterapia. “A análise molecular possibilita, ainda, detectar a presença mínima residual de células de câncer após a terapia, contribuindo para saber se o tratamento está sendo eficaz ou se é necessário rever a estratégia”, explica Hoff, que ressalta que o congresso oferece uma oportunidade única de se atualizar nas práticas oncológicas mais modernas.

  • Publicado: 20/01/2026
  • Alterado: 20/01/2026
  • Autor: 03/04/2025
  • Fonte: Farol Santander São Paulo