Combate à violência da mulher terá mobilização em SBC
Rede de proteção e moradoras unem-se no Dia Internacional pela Eliminação da Violência de Gênero, fortalecendo a visibilidade dos serviços de apoio
- Publicado: 20/01/2026
- Alterado: 25/11/2025
- Autor: Redação
- Fonte: Farol Santander São Paulo
Uma significativa mobilização marcou o Dia Internacional pela Eliminação da Violência contra a Mulher, 25 de novembro, na cidade de São Bernardo do Campo. Profissionais que integram a rede de proteção municipal e moradoras uniram forças em uma caminhada simbólica, transformando o Centro em um palco de conscientização pela igualdade e pelos direitos femininos. O ato teve como objetivo não apenas celebrar a resistência, mas, principalmente, ampliar a visibilidade da luta contra a violência e divulgar os serviços gratuitos de apoio disponíveis na cidade.
O evento foi organizado pela equipe do CRAM (Centro de Referência e Apoio à Mulher), uma unidade vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Social e Cidadania. A concentração inicial ocorreu na Praça Lauro Gomes e culminou em frente à Praça da Igreja Matriz, com o percurso atravessando a movimentada Rua Marechal Deodoro, um ponto estratégico da região central.
Leia mais: Eliminação da Violência contra a mulher: TRE-SP tem canais de apoio
CRAM: A porta de entrada crucial no combate à violência doméstica
A escolha do percurso teve um simbolismo notável. A chegada à Praça da Matriz levou o grupo ao cruzamento da Marechal Deodoro com a Rua Doutor Fláquer, endereço onde está sediado o CRAM. Este centro é fundamental na estrutura de apoio municipal e atua como a principal porta de entrada para outras unidades de proteção e assistência à mulher na cidade.
No Centro de Referência e Apoio à Mulher, as moradoras vítimas de agressões recebem suporte especializado e humanizado. A equipe multidisciplinar do CRAM oferece atendimento de assistente social, psicólogo e suporte jurídico. O serviço é crucial, pois acolhe mulheres que sofreram ou sofrem qualquer um dos tipos de agressão previstos na legislação, como violência física, psicológica, sexual, patrimonial, moral ou outros tipos de violência.
A secretária adjunta de Desenvolvimento Social e Cidadania, Ana Paula Marçal, sublinhou a relevância do encontro. “Este foi um importante encontro entre mulheres que trabalham no acolhimento daquelas que sofreram ou sofrem algum tipo de violência de gênero, e também as moradoras que são atendidas por serviços oferecidos pela Prefeitura,” afirmou. Ela destacou que a gestão atual tem registrado avanços na rede de proteção, assegurando o compromisso: “E vamos seguir mobilizados contra todo e qualquer tipo de violência contra a mulher.”
A primeira-dama e presidente do Fundo Social de Solidariedade de São Bernardo, Zana Lima, reforçou a urgência da causa. “A luta contra a violência à mulher tem que acontecer todos os dias. Infelizmente ouvimos muitas histórias de dor, mas de resistência. E a Prefeitura, com essa equipe de profissionais representada hoje na caminhada, não tem medido forças para combater esse e outros tipos de violência”, disse. O evento também contou com a presença da vice-prefeita, Jessica Cormick, e da secretária municipal da Mulher, Sandra do Leite, reforçando o engajamento institucional.
O Lema que Quebra o Silêncio: ‘Eu Meto a Colher Sim’
A participação popular deu o tom emocional ao ato. Iraci Chaves Gomes, uma moradora de 68 anos da Vila São Pedro, fez questão de se deslocar até o Centro para se juntar à caminhada. Empunhando um cartaz com a frase ‘Eu meto a colher sim’, ela personificou a quebra do antigo e danoso ditado popular.
“Se a gente vir, a gente tem que meter a colher sim. Ir lá e ajudar”, explicou Iraci, sobre a importância da intervenção comunitária no combate à violência doméstica, um dos pilares da prevenção. A mensagem de Dona Iraci ressoou como um chamado à responsabilidade coletiva, provando que o fim da violência é uma causa que exige o envolvimento de toda a sociedade. A mobilização de 25 de novembro não foi apenas uma caminhada, mas um ato de fortalecimento da resistência e da esperança por um futuro sem violência.