Com acordo entre EUA e México, dólar opera em baixa e Bolsa sobe

Bolsa é embalada pelo movimento de alta de mercados acionários globais; após forte valorização na última semana, dólar inicia negócios em baixa

Crédito: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

O dólar opera em queda ante o real nesta segunda-feira, 27, monitorando o cenário externo, com o fechamento do acordo comercial entre Estados Unidos e México no âmbito das renegociações do Tratado Norte-Americano de Livre Comércio (Nafta, na sigla em inglês). Também influencia o noticiário sobre a cena eleitoral local, com a expectativa de maior exposição dos candidatos à Presidência com o início da campanha eleitoral na televisão na próxima sexta-feira, 31.

Às 13h40, o dólar recuava 0,59%, a R$ 4,0813 na venda, depois de ter registrado na última semana o maior ganho porcentual desde novembro de 2016. Já a Bolsa operava em alta de 1,85%, aos 77.693,16 pontos.

Os EUA e o México fecharam um acordo comercial nesta segunda-feira, 27, que abriu o caminho para substituir o Nafta, de acordo com o presidente dos EUA, Donald Trump.

O tratado será chamado de acordo de comércio Estados Unidos-México, evitando o nome Nafta, que incluiria o Canadá. O presidente americano acrescentou que o acordo permitirá que o Canadá retome as negociações.

“Negociações com Canadá serão retomadas em breve e um acordo separado é possível”, disse Trump.

Segundo a rede de televisão CNBC, Trump disse também que o acordo é muito especial para agricultores e fabricantes e que autoridades mexicanas prometeram que o país latino-americano começaria a comprar produtos agrícolas dos EUA.

ELEIÇÕES BRASILEIRAS
Já no cenário local, a proximidade do início da campanha eleitoral também influencia os negócios neste início de semana. “Com o início da campanha em cadeia nacional, a expectativa do mercado é de que Geraldo Alckmin ganhe relevância nas pesquisas, já que ficou com a maior fatia do bolo ao fazer aliança com o Centrão”, apontou a CM Capital Markets em relatório.

O candidato do PSDB, preferido do mercado por seu perfil reformista, não conseguiu até o momento decolar nas pesquisas de intenção de voto, como reforçou novo levantamento nesta segunda-feira. Essa apatia e a possibilidade de um segundo turno com o PT fizeram os investidores reprecificarem recentemente o dólar para acima de R$ 4.

Segundo levantamento feito a pedido do banco BTG Pactual, no cenário sem o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que está preso desde abril no âmbito da operação Lava Jato, Jair Bolsonaro (PSL) está na liderança com 24% das intenções de voto, à frente de Marina Silva (Rede) com 15%, Alckmin com 9%, e Ciro Gomes (PDT) com 8%.

O Banco Central realiza nesta sessão leilão de até 4,8 mil swaps cambiais tradicionais, equivalentes à venda futura de dólares para rolagem do vencimento de setembro, no total de US$ 5,255 bilhões. Se mantiver essa oferta diária e vendê-la até o final do mês, terá feito a rolagem integral.

  • Publicado: 29/01/2026
  • Alterado: 29/01/2026
  • Autor: 27/08/2018
  • Fonte: FERVER