Coleta seletiva porta a porta está presente e gerando renda
Serviço, implementado em São Bernardo, já recicla 4,8% de tudo que é descartado pela população; meta é chegar pelo menos a 10% até 2016
- Publicado: 29/01/2026
- Alterado: 16/08/2023
- Autor: Redação
- Fonte: FERVER
Cada vez mais a população de São Bernardo está reconhecendo a importância e incorporando a coleta seletiva porta a porta à sua vida. O serviço, implementado pela Prefeitura em 2013, já está presente em toda a cidade. Por mês, no município, são recolhidas 900 toneladas de materiais – entre papel, plástico, vidro, metal e madeira -, ou cerca de 4,8% de tudo que é descartado pela população.
O objetivo da Administração é reciclar pelo menos 10% de todo o lixo arrecadado até o fim de 2016. Quando foi iniciado, o índice de reciclagem na cidade era 0,81%. Nos bairros de difícil acesso, a coleta é realizada pelas motolixos.
Shirlane Lemos, engenheira ambiental que mora na região central, visitou a Central de Materiais Recicláveis de São Bernardo, localizada no Bairro Cooperativa, na terça-feira (29). Segundo ela, a coleta seletiva porta a porta só tende a aumentar e a iniciativa da Prefeitura de convidar os moradores para conhecer todo o processo de separação e reciclagem reforça entre a população a importância do serviço.
“Assim como eu, tenho certeza que muitos saíram da Central mais conscientes e dispostos a divulgar nos seus bairros a importância da separação do lixo. Esse trabalho, além de contribuir para a preservação do meio ambiente, gera emprego e renda para os catadores”, ressaltou Shirlane.
Outra que elogiou a coleta seletiva de São Bernardo foi Priscila Parajara, moradora do Baeta Neves. “Eu tenho clareza da importância do serviço, mas não tinha idéia da proporção e de tudo o que cerca essa cadeia. Por isso que, como cidadã, tenho a obrigação de ajudar a divulgar e dar a minha contribuição para que mais pessoas se envolvam. Ganha a cidade e ganham os moradores”, aponta Parajara, que também visitou a Central.
COLETA SELETIVA GERA RENDA
O secretário de Serviços Urbanos, Tarcisio Secoli, lembra que, quando foi iniciado o debate sobre a coleta seletiva porta a porta, muitas pessoas achavam que a Prefeitura queria acabar com os catadores. Segundo ele, era exatamente o contrário: o objetivo era incorporar esses trabalhadores ao processo de reciclagem em condições de trabalho melhores e com ganhos de renda.
“Atualmente, todo material recolhido na coleta porta a porta é enviado a duas cooperativas para serem separados. Juntas, elas empregam 116 trabalhadores. Um dos nossos desafios é fazer com que a população se conscientize sobre a necessidade de ajudar na reciclagem”, diz Tarcísio Secoli.
Podem ser separados para a coleta seletiva porta a porta papéis, papelões, jornais, revistas, cadernos, folhas soltas, caixas e embalagens em geral, incluindo longa vida, garrafas, copos, potes, sacolas, garrafas PET, latinhas de alumínio, latas e outros metais e vidros, que devem estar separados dos outros materiais e embalados de forma segura.