Cláudio Mortari morre aos 77 anos
O basquete brasileiro lamenta a morte de Cláudio Mortari, ex-técnico da seleção, ícone do esporte que deixou um legado imenso
- Publicado: 13/02/2026
- Alterado: 26/12/2025
- Autor: Redação
- Fonte: Teatro SABESP FREI CANECA
O mundo do basquete brasileiro lamenta a perda de Cláudio Mortari, ex-técnico da seleção nacional, que faleceu na última quinta-feira (25), aos 77 anos. A notícia foi divulgada pela família através de um comunicado nas redes sociais, embora a causa da morte não tenha sido especificada.
Luto no basquete: Cláudio Mortari, ícone e técnico do Brasil
Com uma carreira repleta de conquistas, Cláudio Mortari foi um verdadeiro ícone tanto nas quadras quanto fora delas. Natural de São Paulo, onde nasceu em 15 de março de 1948, ele iniciou sua jornada no basquete ainda jovem, ingressando nas categorias de base do Palmeiras aos 11 anos. O clube alviverde foi o cenário de sua formação como atleta até chegar ao time profissional.
Aos 25 anos, Mortari decidiu encerrar sua carreira como jogador e se lançou no desafiador mundo da treinadora. No Palmeiras, destacou-se por seu papel na formação de novos talentos, sendo agraciado com o título de melhor técnico em seis ocasiões. Sua liderança foi crucial quando, em 1976, assumiu o comando do time adulto e conduziu o clube à conquista do Campeonato Brasileiro no ano seguinte, revelando o talento de Oscar Schmidt ao grande público.
No entanto, foi à frente do Esporte Clube Sírio que Cláudio Mortari se consolidou como uma figura central na história do basquete brasileiro. Sob sua orientação, a equipe alcançou o ápice em 1979, ao conquistar o Campeonato Mundial Interclubes, integrando um elenco lendário que contava com atletas como Oscar Schmidt e Marquinhos Abdalla.
Ao longo de sua trajetória profissional, Mortari deixou sua marca em diversos clubes tradicionais do país. Ele teve passagens notáveis por equipes como Bradesco, Corinthians, Pirelli, Telesp, Rio Claro, Mogi das Cruzes e muitos outros, sempre promovendo um legado significativo em cada instituição.
Na esfera da seleção brasileira, sua contribuição foi igualmente notável. Em 1980, Mortari liderou a equipe nos Jogos Olímpicos de Moscou, levando-a às quartas de final e também orientou seleções de base que conquistaram importantes títulos internacionais. Um dos marcos de sua carreira foi a conquista do vice-campeonato mundial com a equipe juvenil em 1979.
Em homenagem a Mortari, o Comitê Olímpico do Brasil ressaltou seu comprometimento com o esporte e seu papel fundamental na evolução do basquete nacional. A Confederação Brasileira de Basketball também enfatizou a importância histórica do treinador e seu legado duradouro para futuras gerações de atletas.
“O basquete brasileiro perdeu um dos seus grandes nomes”, declarou a CBB. O presidente da entidade, Marcelo Sousa, descreveu Mortari como um ídolo e um técnico excepcional que deixou uma marca indelével no esporte: “Vai-se o homem, fica a lenda”.
Cláudio Mortari deixa um legado imensurável para o basquete brasileiro e será lembrado por suas contribuições inestimáveis ao longo de sua vida dedicada ao esporte.