Cláudia Durans, denuncia a violência policial e sexual

No dia de luta da mulher negra, latino-americana e caribenha, candidata à vice-presidência pelo PSTU, participa de ato público às 6h da manhã na estação Capão Redondo

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Nesse 25 de julho, sexta-feira, data em que se comemora o “Dia da Mulher Negra Latino-americana e Caribenha”, a candidata a vice-presidente pelo PSTU, Cláudia Durans, denuncia a situação das mulheres negras trabalhadoras, situação que ela, negra e mulher, sente na pele. “A escravidão já acabou, mas ainda hoje nós, mulheres negras, somos as mais oprimidas e exploradas”, afirma.

“Nossos salários não chegam à metade do de um homem branco e, além disso, somos 40% das desempregadas e a maioria das trabalhadoras terceirizadas e sem carteira assinada”, denuncia a candidata.  “No Brasil, somos 60% das vítimas de violência doméstica e sexual”, alerta, explicando que são as mulheres negras que moram nas periferias com ruas mal iluminadas e mais expostas à insegurança pública. “Uma mulher é estuprada a cada 12 segundos e morta a cada hora e meia”, indigna-se, complementando que a violência atinge mais as mulheres negras, que são 61% das mulheres assassinadas.

Além disso, são as mulheres negras as maiores vítimas da violência policial contra a população pobre das periferias, a exemplo das cenas que chocaram o país em março deste ano, quando uma mulher negra, Cláudia Silva Ferreira, foi morta a tiros pela PM e arrastada por 350 metros pelas ruas do Rio. “Nós, mulheres negras, somos a mulher do Amarildo, a mãe do DG, irmãs e amigas de cada um dos negros que são mortos a cada 25 minutos no Brasil”, afirma Cláudia.

O dia 25 de julho foi uma data definida no Encontro de Mulheres Negras realizado em Santo Domingo, capital da República Dominicana, em 1992. Desde então o dia, reconhecido pela ONU, tornou-se referência aos movimentos sociais, em especial ao movimento negro. Para Cláudia Durans, é uma data de luta para denunciar o racismo e o machismo e exigir melhores condições às mulheres negras. “É um dia para irmos à luta por salários iguais entre homens e mulheres, negros e brancos, por investimentos em programas de combate à violência à mulher, o direito ao aborto, o fim da violência policial e todas as reivindicações das mulheres negras”, defende.

A maranhense Cláudia Durans, companheira de chapa de Zé Maria, é professora do Departamento de Serviço Social da UFMA e ativista desde os 16 anos de idade, atuando no movimento estudantil e, posteriormente, no movimento sindical. Milita ativamente na reorganização do Movimento Negro Classista.  Como feminista, combate a opressão machista, e luta pela emancipação da mulher trabalhadora.

Nesse dia 25 de julho, Cláudia participa de um ato público às 6h na estação do Capão Redondo, Zona Sul de São Paulo.

  • Publicado: 29/01/2026
  • Alterado: 29/01/2026
  • Autor: 25/07/2014
  • Fonte: FERVER