CIESP SBC projeta trabalho em 2015

CIESP SBC intensificará trabalho para tornar ambiente empresarial mais favorável ao desenvolvimento em 2015

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No dia 5 de janeiro amanhecemos com a notícia de demissões na Volkswagen e na Mercedes Benz, duas das principais montadoras, não só da cidade de São Bernardo do Campo, como do país.

No mesmo dia o novo Ministro da Fazenda, Joaquim Levy, assumiu o cargo em Brasília e sinalizou sobre algumas medidas econômicas que virão.

Em entrevista para o nosso boletim informativo, o Diretor Titular do CIESP SBC, Hitoshi Hyodo, comentou o cenário econômico do país e traçou algumas perspectivas:

BI – O que podemos esperar para 2015?
Hitoshi Hyodo – Como comentei no final de 2014, com a trajetória do emprego no setor e o cenário econômico atual, temos motivos para nos preocuparmos em relação às perspectivas para 2015. Será um ano difícil, de muito trabalho e desafios, onde a união e a participação de todos junto ao CIESP SBC serão fundamentais.

BI – Qual será o papel do CIESP SBC junto às empresas?
Hitoshi Hyodo – O CIESP SBC, como instituição da indústria, junto com o SESI, SENAI e FIESP, tem uma grande responsabilidade nesse momento. Vamos continuar atuando junto as empresas da nossa cidade, buscando auxiliá-las nas demandas locais e principalmente, lutando pela criação de um ambiente favorável ao desenvolvimento das empresas e dos empreendedores.

BI – De que maneira esse trabalho será realizado?
Hitoshi Hyodo – Posso dizer que esse trabalho já está sendo feito. Em 2014, por exemplo, mantivemos as reuniões bimestrais com a AES Eletropaulo. Foi graças a esses encontros que solucionamos diversos graves problemas de energia elétrica no Bairro Cooperativa. De uma situação desfavorável, estabelecemos um relacionamento saudável e de confiança mútua e com isto conquistamos junto à companhia vários investimentos e muitos outros estão programados para este ano. Está prevista e com orçamento aprovado, a construção de uma subestação que melhorará muito mais o fornecimento e qualidade da energia elétrica de todo bairro e região, beneficiando diretamente toda nossa cidade.

Temos meu antecessor e atual vice diretor Mauro Miaguti como representante na Câmara Municipal que faz uma importante interlocução com o Poder Público Municipal e é um grande defensor dos empreendedores da cidade.

Assuntos como inovação, tecnologia, gestão ambiental, infraestrutura, competitividade, logística, recursos humanos, etc, são tratados pelas nossas diversas diretorias temáticas que com nossos diretores, desenvolvem uma agenda específica, trazendo informações de relevância, debatendo e trocando experiências em prol de nossos associados.

Oferecemos ainda vários serviços para a indústria e benefícios que se estendem aos colaboradores das empresas associadas, como desconto em universidades, emissão de Certificado Digital, Certificado de Origem para exportadores, cursos, treinamentos, tudo no sentido de auxiliar o associado, os empreendedores e os novos empreendedores.

E estamos continuamente debatendo sobre o desenvolvimento de novos produtos e serviços a oferecer aos nossos associados e empreendedores da cidade.

BI – Como você analisa os anúncios da nova equipe econômica e de que maneira ele refletirá nas indústrias da região?
Hitoshi Hyodo –  país precisa resgatar a confiança no mercado e isso se dará inicialmente pelo equilíbrio das contas públicas, pois a partir deste eixo fundamental, se permitirá priorizar investimentos que propiciem uma melhora do ambiente produtivo. A grande preocupação é a forma de se realizar este equilíbrio necessário: por redução das despesas, por aumento de receitas ou pelo combinado dos dois. Aumento de receitas do governo por aumento de impostos vai na contramão daquilo que o país necessita neste momento.

Outros pontos relevantes são a disponibilização e redução do custo de crédito ao setor produtivo, bem como para o consumo, melhora e simplificação de processos e burocracias que emperram e desestimulam empreendedores e a retomada vigorosa de investimentos em infraestrutura do país, focando em energia, em logística para fluidez de cargas e matéria-prima.

E não poderia deixar de citar evidentemente a necessidade urgente de redução da terrível carga tributária e simplificação do sistema tributário nacional que são pautas que no conjunto da obra, podem propiciar um ambiente que pode vir a tornar a produção nacional competitiva em nível mundial pois, a competência de nossos empresários e empreendedores, já são classe mundial.

  • Publicado: 29/01/2026
  • Alterado: 29/01/2026
  • Autor: 09/01/2015
  • Fonte: FERVER