CIESP SBC e Sabesp juntas pela qualidade da informação
Entidade e Companhia de Saneamento Básico decidirão nos próximos dias escopo dos futuros encontros, num trabalho semelhante ao realizado com a AES Eletropaulo
- Publicado: 29/01/2026
- Alterado: 16/08/2023
- Autor: Redação
- Fonte: FERVER
Em sua primeira plenária de 2015 o CIESP SBC trouxe debate a respeito de um dos assuntos que mais tem preocupado a população de forma geral, o risco do desabastecimento de água.
Para falar sobre o tema a entidade recebeu o Superintendente da Unidade de Negócio Sul da SABESP, Roberval Tavares de Souza, responsável pela zona sul da Capital e municípios da Região Metropolitana de São Paulo, incluídos São Bernardo do Campo e Diadema.
Questionado sobre a situação do Sistema Rio Grande, responsável pelo abastecimento da cidade de São Bernardo do Campo, Diadema e parte de Santo André, ele afirmou que no momento a situação é confortável, mas requer alerta.
Roberval Tavares de Souza, também explicou que as cidades abastecidas pelo Sistema Rio Grande não correm risco de serem prejudicadas no abastecimento devido as obras que estão sendo feitas para a transferência de parte da água do sistema para alguns bairros da Capital: “Toda a transferência que fizermos com relação ao Rio Grande será suplementada pela água da represa Billings. O Rio Grande é um braço da Billings. A grande retirada de água que teremos agora são esses 4 metros cúbicos por segundo. Ao mesmo tempo que vai 4, entrarão mais quatro. O sistema não será atingido. Todos os cálculos já permitem dizer isso. A Billings é um reservatório de múltiplo uso, mas a prioridade é o abastecimento público de água potável. Já temos licença para a transferência, não tem problema nenhum.”
Durante o debate o vice-diretor do CIESP SBC, Mauro Miaguti convidou a Sabesp a realizar um programa de reuniões, semelhante com o trabalho que já acontece junto a AES Eletropaulo, no intuito de que haja a troca de informações entre a sociedade e a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo, convite que foi prontamente aceito: “Há um ano tentamos contato com a Sabesp para atualizar as informações sobre os investimentos que estavam sendo feitos na cidade. É importante se pudermos fazer um trabalho como o que é feito com a Eletropaulo. O Bairro Cooperativa teve um grande investimento da Sabesp até por uma briga nossa antiga. O investimento já ocorreu, mas de certa forma ninguém sabe. A nossa parceria com a Eletropaulo tem levado a informação direto da fonte aos associados, sem ruídos de terceiros. A abertura de um canal de relacionamento entre entidade e Sabesp será extremamente produtivo para ambas as partes.”, afirmou Miaguti.
O Diretor Titular do CIESP SBC, Hitoshi Hyodo finalizou o encontro: “O CIESP SBC está discutindo a questão da escassez de água através das suas diretorias técnicas. Vamos debater sobre o tema no intuito de levar soluções aos associados. Hoje o exemplo da Eletropaulo é um case de sucesso. O início foi muito turbulento, mas em função de um trabalho sério e focado em soluções de ambas as partes, conseguimos conquistar investimentos da Eletropaulo que beneficiam toda a cidade de São Bernardo e até Diadema.
Roberval Tavares de Souza explicou os detalhes da estiagem de 2014 que levou a seca às represas da região SUDESTE do país. Questionado sobre não ter sido realizado um trabalho de prevenção, ele explicou: “De 2010 para 2011 a (represa) Cantareira estava com 100% da sua capacidade, inundou Franco da Rocha, não tinha onde colocar água, verteu. Choveu muito acima da média.” O sinal de alerta veio em novembro de 2013, momento em que a Sabesp atuou dentro do plano de contingência: “Nós temos total consciência de que tomamos as atitudes corretas nos instantes corretos, o que ninguém mencionava, nem os meteorologistas, é que não choveria de novembro de 2013 a fevereiro de 2014, era uma previsão que não existia. Nós tomamos as atitudes nos momentos corretos. Temos segurança que vamos atravessar o “deserto” de 2015, vamos manter as transferências dos sistemas e o programa de redução de perdas.”
Segundo ele 2014 foi o ano mais quente da história em todo o mundo, com combinação de baixas chuvas e altas temperaturas, o que nos levou ao momento atual. “Tem algo de diferente no ar e temos que estar preparados para isso… Estão sendo realizados um conjunto de obras e investimentos para minimizar os impactos desta estiagem totalmente fora dos padrões e de qualquer previsão” encerrou Souza.