Cidades Verdes Resilientes garante investimento de R$ 1,5 mi a Santo André
Investimento do Ministério das Cidades será aplicado em Soluções Baseadas na Natureza no Núcleo Nova Centreville.
- Publicado: 13/02/2026
- Alterado: 16/11/2025
- Autor: Redação
- Fonte: Sorria!,
Santo André deu um passo significativo ao aderir ao programa Cidades Verdes Resilientes em abril. A iniciativa já garantiu ao município um investimento robusto de R$ 1,5 milhão proveniente do Ministério das Cidades. O foco principal é implementar Soluções Baseadas na Natureza (SBN) no Núcleo Nova Centreville, abrangendo a região dos bairros Centreville e Vila Homero Thon.
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Parceria Focada na Periferia
O financiamento para estas intervenções, que utilizam processos naturais para mitigar problemas ambientais, foi oficialmente chancelado por Guilherme Simões Pereira, secretário Nacional de Periferias, durante a COP30 em Belém.
A implementação das melhorias ficará a cargo do coletivo MDDF (Movimento de Defesa dos Direitos dos Moradores de Favelas de Santo André). A entidade, selecionada através do primeiro edital Periferias Verdes Resilientes, atuará em parceria direta com as secretarias municipais de Meio Ambiente e Mudanças Climáticas e de Desenvolvimento Urbano e Habitação.
O secretário destacou a importância de focar em Cidades Verdes Resilientes para proteger as populações mais vulneráveis.
“Nós sabemos que as pessoas mais atingidas, que mais sofrem com os impactos das mudanças climáticas, são as mais pobres. É a população que vive nas periferias. Discutir política pública e levar também uma parceria com as organizações da sociedade civil para criar ações de Soluções Baseadas na Natureza, de políticas públicas de adaptação climática, é fundamental”, disse Guilherme Simões Pereira.
O que será feito no Nova Centreville?
O projeto liderado pelo MDDF, que possui quase 40 anos de atuação nas periferias de Santo André, transformará a paisagem urbana da comunidade Nova Centreville. Estão previstas as implantações de canteiros pluviais, sistemas eficientes de captação e armazenamento de água da chuva, além de amplas ações de arborização urbana.
Paralelamente, o projeto fomentará a educação ambiental e a construção de um novo Quintal Verde, potencializando iniciativas de agroecologia e compostagem de resíduos orgânicos. A transformação em Cidades Verdes Resilientes passa por ações práticas e integradas como estas.
Presente no evento da COP30, o secretário de Meio Ambiente e Mudanças Climáticas de Santo André, Edinilson Ferreira dos Santos, explicou como o projeto se alinha aos objetivos de Cidades Verdes Resilientes do município.
“[O projeto] contribui com o avanço de políticas de mitigação de gases de efeito estufa, adaptação e resiliência climática em uma área com baixa permeabilidade, onde há incidências de alagamentos e de outros problemas ambientais, como pontos de descarte irregular de resíduos”, disse Edinilson Ferreira dos Santos.
Capacitação e Destaque Nacional
O investimento também servirá para fortalecer iniciativas locais de sucesso, como o programa Moeda Verde, que realiza a troca de materiais recicláveis por alimentos, e viabilizará a implantação de novas hortas comunitárias.
Para garantir a sustentabilidade das Cidades Verdes Resilientes, serão oferecidas oficinas que integram formação teórica e atividades práticas. O objetivo é capacitar a população local para a implantação, manutenção e o monitoramento comunitário das Soluções Baseadas na Natureza.
Santo André obteve um destaque relevante: foi a única cidade do estado de São Paulo a ter uma proposta de entidade da sociedade civil selecionada neste edital do Ministério das Cidades. O projeto, que reforça o compromisso da cidade com o modelo de Cidades Verdes Resilientes, terá um prazo de execução de 18 meses.