Cia Artesãos do Corpo remonta seu primeiro espetáculo

ESPASMOS URBANOS, de 1999, volta aos palcos como parte das comemorações de 25 anos de trajetória artística da Cia. Artesãos do Corpo

Crédito: Divulgação

Na esteira das comemorações de 25 anos de atividades, a Cia. Artesãos do Corpo remonta ESPASMOS URBANOS, seu primeiro espetáculo, de 1999. A montagem ganha novas apresentações com 10 artistas no palco em sete cenas e mostra um grupo de personagens anônimos, que evocam o cotidiano protagonizando episódios que revelam o absurdo de uma vida centrada no movimento da cidade. A obra faz sessões de 3 a 5 de outubro, quinta-feira a sábado às 21h, no Teatro Alfredo Mesquita e de 18 a 20 de outubro, sexta-feira e sábado às 21h e domingo às 19h, no Teatro Cacilda Becker.

Na remontagem de ESPASMOS URBANOS a Cia. Artesãos do Corpo selecionou quatro novos artistas – Cleia Plácido, Edu Pinheiro, Gabriel Góes e Lilian Soarez – para integrarem o espetáculo. Os outros seis intérpretes já fazem parte do elenco do grupo, sendo que Fany Froberville, Ederson Lopes e Mirtes Calheiros estavam em cena na primeira encenação de 1999.

ESPASMOS URBANOS pesquisa e reflete sobre as condições alucinantes a que se submete o homem urbano, os efeitos e deformações no corpo emocional e visível, bem como a vingança deste corpo contra seus algozes, ou seja, no próprio homem e seu corpo distorcido. O ritmo alucinante, a falta de contato entre as pessoas, o medo, a solidão e ao mesmo tempo a vontade antropofágica de sentir o outro, a violência, as paixões e as culpas estão presentes na montagem.

Novos corpos e expressões

A diretora Mirtes Calheiros conta que revisitar o espetáculo de 1999 proporcionou um olhar detalhado para a trajetória da Cia. Artesãos do Corpo. “Após 25 anos, a cidade continua sendo uma inspiração para nossas obras e algumas práticas seguiram conosco, como a improvisação, o uso de objetos e os movimentos mais lentos.”

Para as novas apresentações, a direção trouxe algumas mudanças para o palco, como a cena em que o intérprete Ederson Lopes usa uma máscara de soldar com uma imagem de um olho só. “Apesar de ser uma obra semi-pronta, a redescoberta de novos corpos e suas expressões trouxe outras dinâmicas para o espetáculo”, conta Mirtes Calheiros.

Feliz por remontar o primeiro espetáculo da Cia. Artesãos do Corpo, Mirtes acredita que só com muita determinação em levar arte e poesia ao público fez o grupo comemorar 25 anos de trajetória. “Temos que saber lidar com algumas frustrações, principalmente com a falta de verba. E assim, por 25 anos, tem sido nosso cotidiano de achar todos os dias que algo maravilhoso vai acontecer”, pontua ela.

Sobre a Cia. Artesãos do Corpo

Criada em 1999, pela socióloga e bailarina Mirtes Calheiros é formada por bailarinos, performers, atores e pesquisadores de artes cênicas, com o objetivo de elaborar espetáculos, intervenções, performances e projetos que provoquem a sensibilidade e a consciência do espectador para temas de interesse no mundo contemporâneo. Em 2024 a companhia celebra 25 anos de existência e segue na sua pesquisa sobre a diluição das fronteiras entre dança-teatro-performance e na investigação urbano-coreográfica dos processos de influência, alteração e diálogo entre o corpo e a cidade. Tendo com premissa a diversidade e a pluralidade na formação de seu elenco a companhia leva ao palco a cada novo trabalho um mosaico de referências estéticas e de percepções corporais distintas, criando inúmeras possibilidades coreográficas a cada tema proposto. Atualmente a companhia dedica-se a pesquisa de estados físicos e meditativos que estimulem o intérprete à criação cênico-coreográfica a partir de situações de presença e sua posterior ressignificação para a cena utilizando diferentes abordagens de treinamento e percepção corporais orientais (aikido, yoga, tai chi, chi kung, do-ho, sei-tai-ho). A Cia. Artesãos do Corpo já levou suas criações e performances para festivais e espaços culturais em diversos cidades brasileiras e para 8 países: Estados Unidos (George Washington University), França (Centro Cultural Japonês – Bertin Poureé), Bélgica e Alemanha (Danse en Ville), Portugal (Lugar à Dança, MUDE em Movimento e Extensão Visões Urbanas), Argentina (Festival Diagonales), Itália (Festival Ballo Pubblico e Festivam Contemporaneo TBM) e Costa Rica (Festival Algo Imagen).

Serviço:

ESPASMOS URBANOS

Com a Cia. Artesãos do Corpo

60 minutos | 12 anos | Gratuito

3, 4 e 5 de outubro, quinta-feira a sábado às 21h.

Teatro Alfredo Mesquita – Av. Santos Dumont, 1770 – Santana, São Paulo.

18, 19 e 20 de outubro, sexta-feira e sábado às 21h e domingo às 19h.

Teatro Cacilda Becker – Rua Tito, 295 – Lapa, São Paulo.

Ficha técnica:

Direção – Mirtes Calheiros. Intérpretes – Cleia Plácido, Dawn Fleming, Ederson Lopes, Edu Pinheiro, Fany Froberville, Gabriel Góes, Hiro Okita, Leandro Antonio, Lilian Soarez e Mirtes Calheiros. Pesquisa Musical e Sonoplastia – Marcelo Catelan. Iluminação – Carlos Gaúcho. Figurino – Miko Hashimoto e acervo Artesãos do Corpo. Arte Gráfica – Bruno Pucci. Fotos – Fabio Pazzini. Registro em Vídeo – André Cruz [Captura Filmes]. Assessoria de Imprensa – Nossa Senhora da Pauta. Ações Mídias Sociais – Portal MUD. Produção e Administração – Ederson Lopes.

  • Publicado: 20/01/2026
  • Alterado: 20/01/2026
  • Autor: 24/09/2024
  • Fonte: Farol Santander São Paulo