Chuvas causam alagamentos e deixam imóveis sem luz em SP
Temporal de segunda-feira (16) deixa Taboão da Serra e capital paulista em alerta; dois pontos de alagamentos permanecem intransitáveis.
- Publicado: 29/01/2026
- Alterado: 16/02/2026
- Autor: Redação
- Fonte: Fever
Alagamentos e falta de energia marcam a noite de Carnaval na capital paulista e região metropolitana nesta segunda-feira (16). A precipitação intensa causou o corte no fornecimento de energia elétrica para 67 mil domicílios na Grande São Paulo e gerou diversos pontos de inundação, deixando a cidade em estado de atenção desde as 16h30. De acordo com o Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE), a situação é crítica em corredores logísticos importantes da metrópole.
Até as 18h39, a cidade de São Paulo concentrava o maior volume de clientes no escuro em números absolutos: 53,7 mil imóveis sem luz. Entretanto, a situação proporcional mais grave ocorre em Taboão da Serra, onde 10,2 mil pontos estão desabastecidos, o que representa 8,3% de todos os domicílios do município. A concessionária Enel, procurada pela redação, ainda não emitiu um posicionamento oficial sobre a previsão de restabelecimento.
Vias interditadas e o impacto dos alagamentos na mobilidade
A capital registra ao menos quatro grandes pontos de alagamentos, sendo que dois deles impedem totalmente a circulação de veículos. Na Zona Norte, o tráfego foi interrompido em ambos os sentidos da Avenida Benedito Andrade, na região de Pirituba e Jaraguá. Na Zona Oeste, a Avenida Jules Rimet, no Butantã, também se tornou intransitável devido ao acúmulo de água.
Outros locais apresentam inundações que, embora permitam o tráfego com cautela, exigem atenção redobrada dos motoristas:
- Avenida Cruzeiro do Sul (Santana): Ponto crítico próximo ao Terminal Santana.
- Marginal Tietê: Inundação na pista central, altura da Ponte Atílio Fontana, sentido Rodovia Ayrton Senna.
Além dos alagamentos, o Corpo de Bombeiros atendeu 20 ocorrências de quedas de árvores apenas entre as 16h e 17h30 desta segunda-feira, evidenciando a força dos ventos que acompanharam a chuva.
Crise com a Enel: Prefeito já previa problemas no Carnaval
Este novo apagão ocorre em um momento de extrema tensão política. O prefeito Ricardo Nunes (MDB) já havia antecipado, no final do ano passado, que a estrutura da Enel seria insuficiente para suportar o período chuvoso que se estende até março. “A gente sabe que eles não têm gente suficiente”, afirmou o mandatário em críticas recorrentes à falta de equipes de manutenção da concessionária.
A reiteração desses problemas, somada aos alagamentos que dificultam o acesso das equipes de reparo, fortalece o coro pela rescisão do contrato de concessão. A prefeitura tem pressionado a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) e o TCU (Tribunal de Contas da União) para que o governo federal rompa o vínculo com a empresa após sucessivas falhas de desempenho.
Aneel classifica serviço como insatisfatório em novo relatório
A pressão contra a Enel ganhou um capítulo jurídico importante neste mês de fevereiro de 2026. Um relatório técnico da Aneel classificou como “insatisfatório” o desempenho da distribuidora frente aos eventos climáticos. Esse documento é considerado a peça-chave para destravar o processo de caducidade do contrato.
Enquanto a disputa judicial avança em Brasília, o paulistano enfrenta mais uma noite de Carnaval marcada por vias bloqueadas por alagamentos e a incerteza do retorno da luz. A Defesa Civil mantém o alerta para novas pancadas de chuva nas próximas horas e recomenda que a população evite transitar por áreas baixas sujeitas a inundações repentinas.