Chuva reduz velocidade no trânsito de SP em até 14,8%
Estudo da Geotab utiliza dados de telemetria para mostrar como a chuva trava o trânsito e aumenta custos logísticos em São Paulo
- Publicado: 27/04/2026 19:38
- Alterado: 27/04/2026 19:38
- Autor: Daniela Ferreira
- Fonte: Assessoria
Um estudo inédito da Geotab, líder global em gestão de frotas, revelou que São Paulo é a metrópole da América Latina mais afetada pela chuva no trânsito. Com base em dados de telemetria coletados entre setembro de 2025 e fevereiro de 2026, o levantamento aponta que a velocidade média na capital paulista cai 3,2% em dias chuvosos, podendo chegar a uma redução crítica de 14,8% em períodos de precipitação intensa.
A pesquisa cruzou dados de 16,2 milhões de trajetos em São Paulo, Cidade do México e Buenos Aires. O impacto é mais severo no período da manhã: às 7h, o horário de pico, a lentidão combinada nas três metrópoles aumenta significativamente, prejudicando a produtividade e a logística urbana.
Tecnologia e Eficiência de Frota

A análise foi realizada através do monitoramento em tempo real de veículos conectados. Segundo Caroline Adelina de Jesus, Engenheira de Soluções Sênior da Geotab, a combinação de telemetria com modelos de processamento de dados permite identificar gargalos de eficiência.
“A partir dos dados coletados pelos veículos, é possível acompanhar como o desempenho dos deslocamentos muda em diferentes condições e identificar onde estão as principais perdas de eficiência”, explica a engenheira.
Para as empresas, a chuva não significa apenas atraso, mas aumento de custos. O estudo destaca que a condução sob chuva gera mais tempo em marcha lenta e variações bruscas de velocidade (acelerações e frenagens), o que eleva o consumo de combustível e o desgaste dos veículos.
O Caso de Fevereiro
O estudo utilizou o dia 10 de fevereiro de 2026 como exemplo do cenário crítico paulistano. Naquela data, com 29 milímetros de chuva, São Paulo registrou o maior congestionamento do ano até então, atingindo 1.054 quilômetros de lentidão às 7h30, segundo dados da CET.
A pesquisa reforça que o volume de chuva tem relação direta com a oscilação da velocidade. Em São Paulo, essa variação foi a mais instável entre as cidades analisadas, reforçando a sensibilidade da malha viária local aos eventos climáticos.