Chipp: sem chuvas, não há margem de manobra para setor elétrico

O diretor geral do ONS, Hermes Chipp, afirmou que o órgão não tem muito mais margem de manobra para garantir o abastecimento de energia em caso de escassez de chuvas

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“É um desafio mesmo, porque não tem margem. Só uma medida ou outra. O grande vilão agora é a chuva”, disse o diretor do Operador Nacional do Sistema Elétrico.

Chipp diz que é preciso aguardar o mês de fevereiro, um dos mais chuvosos tradicionalmente, para saber como ficará o nível dos reservatórios e tomar alguma nova medida.

Embora não use a palavra racionamento, ele admitiu que a demora para agir pode levar a cortes mais drásticos.

“Quanto mais você espera, aumenta o corte. Se você tomar antes diminui o corte, mas corre o risco de chover. É muito difícil esse “trade off” (escolha)”, disse.

Pela previsão do ONS, no fim de fevereiro o nível dos reservatórios do Sudeste/Centro-Oeste deverá ser de 20,1%, não muito superior aos 17,2% atuais.