Chineses de olho na concessão do Bilhete Único e de terminais de ônibus
Banco de fomento chinês anunciou que deve apoiar empresas do país em concessões e privatizações na capital paulista
- Publicado: 29/01/2026
- Alterado: 25/07/2017
- Autor: Redação
- Fonte: FERVER
Executivos de bancos chineses demonstraram nesta segunda-feira, 24 de julho de 2017, interesse na concessão de 29 terminais de ônibus da cidade de São Paulo e na administração do Bilhete Único da capital.
O prefeito João Doria que está em viagem à China e se reuniu com os diretores do Banco da China e do Banco de Desenvolvimento da China – BDC, que funciona como uma espécie de BNDES, disse que estes executivos demonstraram interesse em apoiar empresas chinesas que possam atuar nas áreas relativas aos transportes públicos na cidade de São Paulo. Sobre a licitação da operação dos ônibus, nada foi sinalizado de maneira concreta pelos chineses.
O governo municipal pretende colocar em prática até setembro o programa de privatizações, parcerias e concessões na cidade de São Paulo. Uma das possibilidades levantadas pela prefeitura é lançar ao mesmo tempo os editais para a operação dos ônibus, concessão dos terminais e administração do Bilhete Único. Serão três processos de licitação diferentes, porém realizados em tempos semelhantes para que haja um maior compasso entre estrutura de terminais, bilhetagem eletrônica e a nova malha de linhas de ônibus a ser definida pelos editais de transportes.
O PROJETO DA PREFEITURA É TORNAR O BILHETE ÚNICO MULTIFUNCIONAL.
Além de ser usado para pagamento de tarifa de ônibus, metrô e CPTM, o BU deve se transformar numa espécie de cartão bancário para crédito, débito, compras no comércio em geral, meio para facilitar o acesso a atrações culturais, atividades esportivas e serviços públicos. A prefeitura estima economizar quase R$ 200 milhões ao passar a operação do Bilhete Único para a iniciativa privada.
Estão sendo realizadas nesta semana audiências públicas na Câmara Municipal para debater as concessões. A primeira foi sobre o Bilhete Único.
O secretário Municipal de Desestatização e Parcerias, Wilson Poit, garantiu que o lucro das empresas que vão administrar o Bilhete Único virá de transações financeiras e receitas extras, mas que a iniciativa privada não vai gerir as receitas dos transportes, competência que continuará com a SPTrans, gerenciadora das linhas de ônibus.
Sobre os terminais de ônibus, que também serão debatidos em audiência pública na Câmara, a prefeitura quer que os espaços se tornem centros de serviços, de compras e conveniência. Postos como Poupatempo, lojas e creches devem ser instalados nestes espaços. A lucratividade das empresas que assumirem os terminais deve vir de pagamento pela prestação de serviços, exploração comercial e publicitária.
Hoje a operação dos terminais urbanos já é pela iniciativa privada. Os terminais foram concedidos às empresas de ônibus que, com autorização da prefeitura e previsão em contrato, repassou os serviços para a Socicam, a mesma empresa que administra os terminais rodoviários Tietê, Jabaquara e Barra Funda.
O modelo de contrato previsto por Doria, com o programa, entretanto, é diferente do atual.