China reafirma oposição ao protecionismo dos EUA e busca novos aliados
Ministério das Relações Exteriores defende cooperação global diante de tarifas elevadas impostas por Washington e promete ampliar laços com a Ásia e outras regiões
- Publicado: 29/01/2026
- Alterado: 15/04/2025
- Autor: Redação
- Fonte: FERVER
Na última terça-feira, 15 de agosto, a China voltou a manifestar sua oposição ao protecionismo implementado pelos Estados Unidos, enfatizando sua estratégia de “derrubar muros” e diversificar seus parceiros comerciais. A declaração foi proferida durante uma coletiva de imprensa pelo Ministério das Relações Exteriores, que se posicionou como um defensor do comércio internacional e da colaboração entre nações.
Resposta às tarifas norte-americanas
Em resposta às recentes políticas tarifárias adotadas pelo governo norte-americano, a China reiterou sua intenção de “apertar as mãos”, em um gesto de cooperação, ao invés de “apertar os punhos”, simbolizando um confronto. Esta postura é parte de um esforço para fortalecer acordos com países na Ásia e em outras regiões, especialmente em um contexto de tensões crescentes com Washington. Neste ano, os EUA impuseram tarifas que chegam a 145% sobre diversos produtos chineses.
Esse aumento nas taxas foi interpretado por Pequim como um ataque direto à sua indústria, levando a uma resposta imediata do governo chinês, que aumentou as tarifas sobre produtos americanos para 125%. Lin Jian, porta-voz do ministério, destacou: “Diante das incertezas externas, a China insistirá em apertar as mãos em vez de apertar os punhos, derrubar muros em vez de construir barreiras, conectar em vez de dissociar.”
Impacto no comércio global
A disputa comercial entre as duas maiores economias do mundo tem gerado preocupação entre organismos internacionais. A Organização Mundial do Comércio (OMC) alertou que os embates tarifários podem resultar em uma diminuição de até 80% no fluxo de bens entre China e Estados Unidos, o que teria repercussões significativas no crescimento econômico global.
A retórica adotada por Pequim também provocou descontentamento em Washington. O secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, expressou irritação após a China classificar a estratégia tarifária do ex-presidente Donald Trump como “uma piada”. Em entrevista à Bloomberg Television, ele afirmou: “Isso não é uma piada. Quero dizer, são números grandes. Acho que ninguém pensa que eles são sustentáveis, nem quer que eles permaneçam aqui, mas está longe de ser uma piada.”