China afirma ter monitorado destróier dos EUA no Estreito de Taiwan
País asiático classificou a movimentação como provocação deliberada e acusa Washington de manipular a opinião pública internacional sobre a soberania da região
- Publicado: 20/01/2026
- Alterado: 24/04/2025
- Autor: Redação
- Fonte: Farol Santander São Paulo
Na última quinta-feira, as Forças Armadas da China comunicaram que mobilizaram tanto suas unidades navais quanto aéreas para monitorar e alertar sobre a presença do destróier de mísseis guiados USS William P. Lawrence, da Marinha dos Estados Unidos, que transitou pelo estratégico Estreito de Taiwan.
Movimentações constantes elevam tensões
A passagem de embarcações da Marinha dos EUA pelo estreito ocorre com frequência, cerca de uma vez por mês, e é frequentemente acompanhada por navios de aliados. A China, que considera Taiwan parte integrante de seu território, afirma que a hidrovia está sob sua jurisdição.
Recentemente, o país asiático realizou uma série de exercícios militares nas proximidades de Taiwan, ação que gerou condenação por parte do governo de Taipé e despertou preocupações entre os Estados Unidos e seus parceiros regionais.
China critica EUA por ‘propaganda pública’
O Comando do Teatro Oriental do Exército de Libertação Popular da China identificou o USS William P. Lawrence como o destróier em questão, descrevendo sua passagem pelo estreito como um ato de “propaganda pública”. Em um comunicado oficial, o comando criticou os comentários dos Estados Unidos, alegando que estes distorcem a verdade, confundem princípios legais e enganam a opinião pública internacional.
“Estamos pedindo aos Estados Unidos que cessem suas distorções e exageros, e que colaborem para manter a paz e a estabilidade na região do Estreito de Taiwan”, afirmou o comando militar chinês.
Até o momento, a Marinha dos EUA não respondeu a solicitações para comentar sobre o incidente. Vale ressaltar que a última navegação anunciada pela Marinha dos EUA através do estreito ocorreu em fevereiro deste ano.