Checkauto registra aumento de veículos com roubo e furto em aberto

As consultas de novembro também apontam avanço no número de automóveiscom registro de quilometragem adulterada e restrições judiciais

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O
roubo e furto de veículo são práticas que costumam causar grandes prejuízos não
só para os consumidores lesados, como também para seguradoras e para o País,
sobretudo nesta época do ano, quando essas ocorrências se intensificam.

Os
dados de novembro da Checkauto – empresa do Grupo DEKRA especializada em
informações sobre histórico e procedência de veículos seminovos e usados – já
anteciparam este fenômeno, uma vez que entre os veículos consultados no período
a empresa constatou que 945 traziam a informação de roubo e furto em aberto.

Luís
Carlos Neca, gestor da Checkauto, explica que pela grande movimentação do
mercado automotivo no fim de ano, este tipo de crime se intensifica “O
consumidor brasileiro costuma utilizar o fim do ano para realizar a troca do
veículo, ou mesmo presentear um familiar com um automóvel. Este comportamento é
incentivado pela renda extra do 13º salário e das férias remuneradas”, diz.

Segundo
o especialista, o aquecimento nas vendas de automóveis no período proporciona,
por consequência, aumento significativo nos casos de roubo e furto de veículos
em todo o País. “Alertando os consumidores a respeito disso, a Checkauto
conseguiu evitar R$ 28,3 milhões de prejuízo para seus clientes”, prossegue.

No
total, a empresa impediu prejuízo de R$ 2,3 bilhões para os consumidores,
informando sobre restrições administrativas, tributárias e judiciais;
existência de multas; históricos de quilometragem, acidentes, sinistro e
recall; garantia de procedência; inspeção veicular, entre outros.

Quilometragem adulterada

No
mês de novembro, a Checkauto também constatou uma grande quantidade de
automóveis com quilometragem adulterada: foram identificados 269 veículos com
esta restrição. O alerta aos clientes fez com que poupassem R$ 8 milhões em
prejuízos. “Essa fraude é recorrente, principalmente neste período do ano,
novamente como consequência do aquecimento das vendas de carros. Para valorizar
o veículo, os criminosos aplicam este tipo golpe, pois culturalmente o
brasileiro acredita que baixa quilometragem é sinônimo de carro conservado e
seguro”, avalia Neca.

Além
disso, durante o período a companhia também registrou maior incidência de
veículos que apresentaram algum tipo de restrição judicial: bens que não podem
ser transferidos para outro proprietário, prejudicando quem já pagou por eles.
No período foram identificados 771 veículos com este alerta, evitando R$ 23, 1
milhões de prejuízos para os consumidores.

“Ações
judiciais geralmente estão atreladas a processos trabalhistas, pensão
alimentícia, entre outros. Neles, é comum o poder judiciário reter o veículo
como forma de garantir a quitação da dívida. Quem sofre com isso são clientes
que pagaram pelo bem”, conclui.

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  • Publicado: 27/12/2012 20:51
  • Alterado: 27/12/2012 20:51
  • Autor: Redação
  • Fonte: PRINTER PRESS