Chanceler da Venezuela fala com Mauro Vieira após ataques
Em contato com o chanceler da Venezuela, Mauro Vieira classificou a operação dos Estados Unidos como uma "agressão militar criminosa"
- Publicado: 29/01/2026
- Alterado: 03/01/2026
- Autor: Redação
- Fonte: FERVER
O cenário diplomático na América Latina entrou em alerta máximo após o diálogo entre os ministros das Relações Exteriores do Brasil e da Venezuela. O chanceler Yván Gil Pinto informou ao brasileiro Mauro Vieira os detalhes do ataque militar coordenado pelos Estados Unidos, que culminou na prisão do presidente Nicolás Maduro. O governo brasileiro, mantendo sua tradição de defesa da soberania, expressou veemente reprovação à incursão estrangeira em território venezuelano.
A confirmação da operação veio diretamente do presidente norte-americano, Donald Trump, que afirmou em rede social que a intervenção na Venezuela foi bem-sucedida, resultando na remoção de Maduro e de sua esposa do país.
Reações diplomáticas e tensão regional na Venezuela
A captura de um chefe de Estado em exercício é um evento raro e gera profundas incertezas sobre o futuro do país. O apoio manifestado pelo Brasil é visto por Caracas como um movimento estratégico essencial para buscar legitimidade e solidariedade entre os países vizinhos.
- Posição do Brasil: Repúdio total ao uso da força militar e preocupação com a estabilidade democrática na região.
- Busca por Aliados: O governo venezuelano tenta consolidar uma rede de proteção diplomática para enfrentar as consequências do ataque.
- Comunidade Internacional: Organismos como a ONU e a OEA estão sendo pressionados a se manifestar sobre a legalidade da operação.
Impactos Imediatos da Operação
Com a cúpula do governo capturada, a Venezuela enfrenta um vácuo de poder imediato. O anúncio de Trump no Truth Social não detalhou para onde Maduro foi levado, mas sinalizou que os Estados Unidos consideram a missão cumprida. Especialistas apontam que a economia, já fragilizada, pode sofrer novos abalos com o fechamento de fronteiras e a suspensão de serviços básicos decorrentes do estado de emergência.
O Ministério das Relações Exteriores do Brasil informou que continuará monitorando a segurança dos brasileiros residentes na Venezuela e que manterá canais abertos com outras chancelarias para evitar uma escalada de violência no continente.