Cetesb aponta melhora em 7 dos 16 afluentes do Rio Pinheiros

Monitoramento da Cetesb revela melhora na qualidade da água do Rio Pinheiros e em 7 afluentes principais

Crédito: Divulgação/Governo de SP

A Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) divulgou um levantamento que aponta uma evolução significativa nos indicadores de despoluição do Rio Pinheiros e de seus afluentes. Segundo a rede de monitoramento, sete dos 16 principais córregos da bacia apresentaram redução na carga orgânica entre 2020 e 2025. O avanço é atribuído a um conjunto de ações que incluem saneamento básico, desassoreamento e a operação de Unidades Recuperadoras de Qualidade das Águas (URQs).

O principal indicador utilizado para medir essa evolução nos afluentes é o Carbono Orgânico Total (COT). No córrego Águas Espraiadas, por exemplo, a concentração caiu de 22 mg/L para 9 mg/L em cinco anos. Outros pontos críticos, como o Jaguaré e o Poli, também registraram quedas drásticas nos índices de poluição orgânica no Rio Pinheiros, chegando a reduções superiores a 80% em alguns trechos.

Recuperação da calha principal e redução da matéria orgânica

Além dos afluentes, o leito principal do Rio Pinheiros apresenta melhora nos índices de Demanda Bioquímica de Oxigênio (DBO). Na Ponte do Socorro, a média de DBO — que mede a quantidade de matéria orgânica — despencou de 62 mg/L, em 2016, para 23 mg/L em 2025. Reduções similares foram observadas nos pontos da Pedreira e da Usina São Paulo.

O diretor-presidente da Cetesb, Thomaz Toledo, reforça que o monitoramento contínuo é a chave para o sucesso do projeto:

“Os dados mostram que os investimentos realizados começam a produzir resultados concretos. A ampliação do saneamento e as ações de monitoramento têm impacto direto na melhoria gradual da qualidade da água do Rio Pinheiros”, afirma Toledo.

Investimentos bilionários e o papel do programa IntegraTietê

A despoluição do Rio Pinheiros está inserida no programa IntegraTietê, que prevê investimentos de R$ 23,5 bilhões até 2029. Desde 2023, a iniciativa já conectou 1,5 milhão de domicílios à rede de tratamento de esgoto. Além da infraestrutura de saneamento, o governo investiu R$ 212 milhões especificamente na retirada de lixo flutuante do canal.

Estatísticas de limpeza e resíduos (2025-2026)

As ações de zeladoria no Rio Pinheiros seguem em ritmo acelerado, conforme demonstram os números do primeiro quadrimestre de 2026 comparados ao ano anterior:

  • Lixo recolhido (1º quadrimestre de 2026): 16,2 mil toneladas.
  • Crescimento do volume: 19,4% superior ao mesmo período de 2025.
  • Resíduos removidos (desde 2023): Mais de 134 mil toneladas.

A próxima etapa para a consolidação da balneabilidade e recuperação das margens do Rio Pinheiros envolve uma Parceria Público-Privada (PPP) de R$ 9,5 bilhões. O projeto prevê a gestão de 27,6 quilômetros do rio ao longo de 15 anos, incluindo o desassoreamento contínuo e a revitalização ambiental das margens, garantindo que o curso d’água deixe de ser um canal de esgoto para se tornar um ativo ambiental da capital paulista.

  • Publicado: 08/05/2026 21:43
  • Alterado: 08/05/2026 21:43
  • Autor: Gabriel de Jesus
  • Fonte: Agência SP