Cesta Básica ficou mais barata em todas capitais no 2°semestre de 2025
Levantamento inédito da Conab e Dieese aponta redução de custos em 27 cidades, com destaque para recuo de 9% em Boa Vista no fim de 2025.
- Publicado: 15/01/2026
- Alterado: 20/01/2026
- Autor: Redação
- Fonte: Fever
A cesta básica apresentou uma redução generalizada de preços em todas as 27 capitais brasileiras no segundo semestre de 2025. Esse cenário positivo foi confirmado pelo balanço divulgado pela Conab nesta terça-feira (20), consolidando os resultados de uma parceria estratégica com o Dieese. Os dados revelam que as políticas de abastecimento surtiram efeito real no bolso do consumidor, abrangendo pela primeira vez 10 novas capitais que antes não integravam o monitoramento oficial.
Entre os destaques do período, a cidade de Boa Vista (RR) liderou o ranking nacional de deflação. A capital de Roraima registrou uma queda expressiva de -9,08% no custo dos alimentos essenciais. Outras cidades também seguiram essa tendência de alívio financeiro, como Manaus e Fortaleza. Para entender a dimensão dessa mudança, é fundamental analisar como o valor da cesta básica oscilou nas diferentes regiões e quais fatores econômicos impulsionaram essa queda nos preços.
Quedas recordes e desempenho regional
O monitoramento detalhado mostrou que a retração nos preços não foi um evento isolado, mas um movimento consistente de norte a sul do país. No acumulado dos últimos seis meses de 2025, o valor da cesta básica caiu significativamente nas cidades que historicamente apresentavam custos elevados.
Confira o ranking das maiores reduções percentuais no período:
- Boa Vista (RR): Queda de 9,08%. O valor saiu de R$ 712,83 em julho para R$ 652,14 em dezembro.
- Manaus (AM): Redução de 8,12%, gerando uma economia de R$ 54,36 para as famílias.
- Fortaleza (CE): Diminuição de 7,90%, com o custo final fechando o ano em R$ 677,00.
- Florianópolis (SC): Recuo de 7,67%, liderando a baixa na região Sul.
- Brasília (DF): Queda de 7,65%, o melhor desempenho do Centro-Oeste.
Mesmo nas capitais onde a variação foi menor, o consumidor pagou menos. Belo Horizonte (MG), Macapá (AP) e Campo Grande (MS) registraram quedas mais tímidas, entre 1,56% e 2,16%, mas ainda assim contribuíram para o índice negativo nacional.
Cesta básica reflete investimentos no setor agrícola
A queda nos preços nas prateleiras está diretamente ligada ao aumento da oferta de produtos. Segundo a Conab, a redução no valor da cesta básica é uma resposta direta aos recordes de produção no campo, impulsionados pelos Planos Safra Empresarial e da Agricultura Familiar. O financiamento agrícola robusto, com juros subsidiados, permitiu que o produtor colocasse mais comida no mercado interno.
Edegar Pretto, presidente da Conab, celebrou os números e reforçou a correlação entre investimento público e preço final:
“Estamos comemorando porque essa queda generalizada é fruto dos investimentos que o Governo do Brasil vem fazendo no setor agropecuário brasileiro, aumentando a produção de alimentos para o consumo interno nacional.”
Essa política de incentivo resultou na maior safra da série histórica. Quando a oferta de grãos, legumes e proteínas aumenta, a tendência natural é que o custo da cesta básica diminua para a população, garantindo maior acesso à alimentação de qualidade.
Monitoramento unificado e segurança alimentar
A ampliação da pesquisa para 27 capitais, iniciada em agosto de 2025, corrigiu uma lacuna histórica de dados. Antes restrita a 17 cidades, a análise agora oferece um panorama completo da realidade brasileira. Essa abrangência é vital para a eficácia da Política Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional.
Ao unificar as metodologias da Conab e do Dieese, o governo consegue identificar gargalos de abastecimento com rapidez. A continuidade desse monitoramento em 2026 será decisiva para manter a estabilidade econômica das famílias. Com os dados em mãos, gestores públicos podem agir cirurgicamente para evitar altas repentinas e assegurar que a tendência de queda no preço da cesta básica se mantenha nos próximos meses.