Cessar-fogo entre Hezbollah e Israel ameaça desmoronar
Tensão cresce em Gaza com pedidos de trégua de Biden e críticas internacionais a ataques israelenses.
- Publicado: 05/02/2026
- Alterado: 30/11/2024
- Autor: Redação
- Fonte: Sesc Santo André
O frágil cessar-fogo entre Hezbollah e Israel, recentemente acordado, enfrenta desafios significativos para evitar mais vítimas no Líbano. De acordo com o Ministério da Saúde em Beirute, quatro pessoas ficaram feridas após ataques de Tel Aviv no sábado. Os ataques ocorreram em Majdal Zoun e Al Bisariya, no sul do Líbano. Segundo Israel, as ofensivas visavam instalações do Hezbollah e veículos carregados com equipamento militar. Este acordo diplomático visa interromper os combates na fronteira entre Israel e Líbano, estabelecendo que as forças israelenses permaneçam no Líbano por até 60 dias enquanto o exército libanês retoma o controle da região. O Hezbollah deve recuar 30 quilômetros da fronteira.
Entretanto, acusações mútuas de violação do acordo surgiram rapidamente. Israel acusa o Hezbollah de desrespeitar a trégua ao retornar ao sul, enquanto a milícia afirma que Israel está atacando deslocados que tentam retornar às suas casas. A situação também é crítica na Faixa de Gaza, onde o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, pediu um cessar-fogo entre Israel e Hamas. No entanto, os ataques continuaram, resultando em 32 mortes palestinas no último dia.
Ataques a civis e trabalhadores humanitários têm sido uma triste constante, com a World Central Kitchen sendo atingida novamente, elevando as críticas internacionais contra Israel. A campanha militar em Gaza já matou mais de 44 mil pessoas e deslocou quase toda a população pelo menos uma vez. A ONU destaca que 337 trabalhadores humanitários foram mortos desde o início do conflito.
A continuação das hostilidades expõe a fragilidade dos acordos de cessar-fogo e a necessidade urgente de negociações mais eficazes para garantir paz e segurança na região.