Centro de Memória de Diadema: Um portal para a história

Sediado no histórico casarão da Avenida Alda, o Centro de Memória de Diadema resgata as origens da cidade e das tradições do ABC

Crédito: Fotos: Mauro Pedroso

Localizado em um casarão da década de 1930, o único imóvel tombado pelo patrimônio histórico em Diadema, o Centro de Memória funciona como um portal para o passado da região. Localizado na Avenida Alda, 255, o espaço guarda itens raros, como uma planta de 1925 do primeiro loteamento da cidade e depoimentos de emancipadores que lutaram pela independência do município em 1958.

O acervo é dividido entre registros institucionais das administrações públicas e materiais que retratam os movimentos sociais, culturais e urbanísticos de Diadema. Todo o conteúdo pode ser consultado gratuitamente por qualquer cidadão, não se restringindo apenas a pesquisadores.

Exposições, Oficinas e Pesquisa

Centro de Memória
Fotos: Mauro Pedroso

O trabalho do Centro de Memória vai além da conservação, buscando aproximar a história do cotidiano dos moradores:

  • Recortes Temáticos: Realização de exposições sobre temas específicos, como a história dos casamentos e das casas antigas da cidade.
  • Formações Artísticas: Oferecimento de oficinas como “Bordado e Histórias” e “Fotografia e Memória”, que estimulam o público a registrar seu próprio passado.
  • Biblioteca Especializada: Possui volumes focados na história do ABC, patrimônio histórico e teses acadêmicas sobre o município.

Preservação do Patrimônio e Monumentos

Centro de Memória
Fotos: Mauro Pedroso

Atualmente, o Centro de Memória auxilia o Conselho de Patrimônio (Pró-Iphac) no levantamento de imóveis de interesse histórico. A equipe iniciou um projeto para resgatar a história dos monumentos locais e planeja, no futuro, realizar o mesmo mapeamento com os bens imateriais, como as manifestações artísticas tradicionais da população.

O Casarão: Um Personagem à Parte

A sede do Centro de Memória carrega sua própria importância histórica:

  • Origem: Foi construído pelo português Alberto Simões Moreira na década de 30.
  • Curiosidade: Alberto abriu a avenida onde fica o casarão e a batizou de Alda, nome de sua filha.
  • Legado: O local já funcionou como orfanato para moças dirigido pelas Irmãs Oblatas — o que deu origem ao nome da famosa Praça da Moça, onde as jovens costumavam passear.
  • Publicado: 22/04/2026 20:21
  • Alterado: 22/04/2026 20:21
  • Autor: Daniela Ferreira
  • Fonte: PMS