Dicas para tornar as celebrações acessíveis a pessoas com TEA e DI
Como adaptar as festas para evitar a sobrecarga sensorial
- Publicado: 29/01/2026
- Alterado: 16/12/2025
- Autor: Redação
- Fonte: Fever
O encerramento do ano traz consigo luzes, sons intensos e quebras de rotina que podem representar grandes desafios sensoriais para pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e Deficiência Intelectual (DI). Com uma prevalência de 1 em cada 36 crianças com TEA e até 3% da população mundial com DI, a necessidade de ambientes adaptados torna-se uma prioridade social.
Segundo Marina Alves, supervisora do Instituto Jô Clemente (IJC), a chave para o sucesso das festividades é a compreensão das necessidades individuais. “Com pequenas adaptações, garantimos conforto e segurança emocional, permitindo que todos aproveitem a celebração sem precisar se moldar a padrões excludentes”, explica.
Guia prático para uma celebração acessível
O IJC estruturou as orientações em três pilares essenciais:
1. Antecipação: O Valor da Previsibilidade
- Comunicação Visual: Utilize fotos, vídeos e calendários para explicar a chegada das festas.
- Passo a Passo: Detalhe o cronograma do evento (início, meio e fim) para reduzir a ansiedade.
- Histórias Sociais: Relembre festas passadas e explique mudanças de local ou convidados.
- Pertencimento: Envolva a pessoa na escolha da roupa, decoração ou playlist, aumentando seu senso de controle.
2. Ambiente Sensorial: Conforto e Estrutura
- Estímulos Sob Controle: Prefira luzes neutras, reduza ruídos excessivos e ofereça abafadores de ouvido. Tenha sempre um “espaço de calma” para pausas sensoriais.
- Sinalização Clara: Identifique banheiros e áreas de descanso com placas simples, facilitando a autonomia.
- Flexibilidade na Rotina: Combine horários de alimentação e descanso com antecedência para evitar a desregulação emocional.
3. Comunicação e Limites: Respeito à Autonomia
- Sensibilização de Convidados: Informe os presentes sobre os desafios sensoriais e peça paciência e clareza nas interações.
- Linguagem Acessível: Fale devagar e de forma direta, sem infantilizar o tom de voz.
- Respeito à Escolha: Permita que a pessoa decida se quer participar de dinâmicas sociais e que utilize roupas confortáveis, independentemente do “traje da festa”.