O que falta para CBF cumprir a promessa de impedimento semiautomático

CBF avalia tecnologia de impedimento semiautomático para 2026; inovação promete precisão e melhorias na arbitragem do futebol brasileiro.

Crédito: Divulgação/FIFA

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) está em processo de avaliação para a implementação de uma nova tecnologia de arbitragem, o impedimento semiautomático, previsto para ser adotado em 2026. O presidente da CBF, Samir Xaud, confirmou que a entidade está estudando qual ferramenta se mostrará mais eficiente para o próximo ano.

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A tecnologia em questão envolve um sistema composto por câmeras e software que permitirá a medição precisa das posições dos jogadores e da bola em campo, eliminando a necessidade do traçado manual em lances de impedimento. Esta inovação já é utilizada com sucesso em competições internacionais organizadas pela FIFA e UEFA, como o Mundial de Clubes.

O que a CBF diz?

Rodrigo Cintra, chefe da comissão de arbitragem da entidade, destacou que a adoção desse sistema ainda está em fase de ajustes, tanto no contexto do Mundial quanto no desenvolvimento interno. “O desejo é que essa tecnologia chegue o mais rápido possível, mas sua implementação depende não apenas da CBF, mas também do fornecedor e de processos como homologação e atualização de softwares“, explicou Cintra durante uma apresentação aos dirigentes da comissão nacional de clubes.

Para que o impedimento semiautomático seja efetivamente instalado, a CBF precisará formalizar contratos com os fornecedores. Além disso, adaptações estruturais serão necessárias em alguns estádios para acomodar as câmeras que farão parte do sistema. Xaud reforçou a importância desses ajustes: “Alguns estádios necessitarão passar por adaptações para receber isso. É um custo adicional, por isso estamos realizando estudos sobre o assunto.”

O que falta para CBF cumprir a promessa de impedimento semiautomático
Rafael Ribeiro/CBF

Atualmente, ainda não existe um valor definido para o investimento necessário neste projeto inovador; no entanto, ficou claro que os recursos virão dos cofres da própria confederação. “Estamos analisando qual será a solução mais viável para a CBF e qual produto se mostra mais adequado. Todo o custo será arcado pela entidade“, concluiu Samir Xaud.

  • Publicado: 26/01/2026
  • Alterado: 26/01/2026
  • Autor: 31/07/2025
  • Fonte: Maria Clara e JP