Brasil registra 850 mil casos de dengue ao longo dos três primeiros meses de 2025
São Paulo, Minas Gerais e Paraná são os mais afetados
- Publicado: 13/02/2026
- Alterado: 08/04/2025
- Autor: Redação
- Fonte: Sorria!,
Nos primeiros três meses de 2025, o Brasil notificou aproximadamente 850 mil casos prováveis de dengue, com uma alarmante concentração de 73% desses registros nos estados de São Paulo, Minas Gerais e Paraná. As informações foram divulgadas pelo Ministério da Saúde em coletiva realizada nesta terça-feira (8).
Além do alto número de infecções, os três estados também são responsáveis por 86% das mortes relacionadas à doença em todo o país. Somente no estado de São Paulo, foram contabilizadas 305 das 430 mortes confirmadas até o momento.
A secretária de Vigilância em Saúde e Ambiente, Mariângela Simão, expressou sua preocupação em relação ao aumento dos óbitos durante a coletiva. Ela enfatizou que a taxa de letalidade da dengue em São Paulo está atualmente acima da média nacional, destacando que “todo óbito por dengue é, em princípio, uma morte evitável”.
Mariângela também alertou sobre a circulação do sorotipo 3 do vírus da dengue no Brasil. Este sorotipo não era observado no país há mais de quinze anos e, devido à baixa imunidade da população, atualmente representa 22% dos casos registrados. No estado paulista, essa proporção é ainda mais preocupante, atingindo 72% dos casos.
Além disso, foi identificada a circulação do sorotipo 4 em São Paulo, com quatro casos notificados e três deles confirmados. Em contrapartida, o sorotipo 2 permanece predominante no cenário nacional, sendo responsável por 72% dos casos registrados.
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, comentou sobre a sazonalidade da doença, indicando que os meses de abril e maio são tradicionalmente marcados por um aumento nos registros de casos e mortes por dengue, especialmente na Região Sudeste. Ele ressaltou a importância do balanço trimestral para preparar a pasta para os desafios que estão por vir neste período crítico.
Padilha observou uma redução significativa no número total de casos em comparação ao ano anterior. Ele destacou uma diminuição expressiva de 75%, equivalente a 2,3 milhões de casos a menos nos três primeiros meses de 2024. Contudo, alertou que existe uma concentração desses novos casos em certos estados e reafirmou o compromisso do ministério em reforçar as ações de apoio às regiões mais afetadas.