Casas Terapêuticas ajudam a reabilitar dependentes químicos
Casas Terapêuticas promovem a reintegração social de ex-dependentes químicos com foco em autonomia, estudo e mercado de trabalho
- Publicado: 18/05/2026 13:58
- Alterado: 18/05/2026 13:58
- Autor: Daniela Ferreira
- Fonte: Agência SP
Um ano após o fim definitivo das cenas abertas de uso no centro da capital, as Casas Terapêuticas se consolidam como o pilar de autonomia para ex-dependentes químicos. Com um investimento superior a R$ 62,7 milhões, o programa da Secretaria de Desenvolvimento Social foca na reinserção social, oferecendo muito mais que tratamento: moradia, educação e emprego.
Como funciona o acolhimento

Diferente do atendimento emergencial, as casas preparam o indivíduo para a vida em sociedade através de quatro fases: Acolher, Despertar, Transformar e Caminhar.
- Equipe Multidisciplinar: O acolhido pode permanecer por até dois anos com apoio psicológico e mentoria financeira.
- Capacitação: Os residentes aprendem desde tarefas domésticas e culinária até a gestão de finanças pessoais.
- Educação e Trabalho: O foco é a retomada dos estudos e a inserção no mercado de trabalho para garantir renda própria.
Impacto Real: O Caso de João

João Fernandes, que passou por três internações sem sucesso, encontrou nas Casas Terapêuticas o suporte para voltar a estudar após 10 anos longe das salas de aula.
“A Matemática abre minha mente e aumenta minha autoestima quando vejo que sou capaz”, relata o residente, que hoje cumpre uma rotina de responsabilidades e cuidados.
Expansão do Serviço
Atualmente, existem 14 complexos (630 vagas) em cidades como São Paulo, Guarulhos, Osasco e São José do Rio Preto. O governo planeja expandir a rede para:
- Santo André
- São Vicente
- Marília
- Ribeirão Preto
“Foi a primeira vez que senti que realmente existia uma porta de saída. Já vi pessoas que compraram terreno, casaram e mudaram de vida”, afirma Cláudia Conde, coordenadora de um dos complexos.
Como Acessar
A entrada ocorre via Hub de Cuidados, CAPS, rede de assistência social ou unidades de saúde. Após o ciclo de dois anos, a equipe técnica mantém o acompanhamento para prevenir recaídas.